segunda-feira, 16 de abril de 2012

O que eu quero para o futuro?


Se há coisa que e não gosto de pensar é nisso, no futuro… essa palavra é uma das que simplesmente não anda no meu pensamento… até porque futuro só via de uma forma, e sei que essa forma, não está ao meu alcance…
Por isso, resta-me apenas falar no futuro falando do meu sonho que nasceu comigo, cresceu comigo, e sei que vai permanecer comigo como a coisa que mais desejo desde sempre… eu não quero muito, não penso em riquezas nem em ter coisas materiais que de nada valem, a única coisa que realmente queria para mim, era poder trabalhar directamente com crianças… é esse o meu futuro desejado, e resumido ou não, é a única coisa que realmente quero.
Não quero casa grande, não sonho com casamento, com família, com nada disso… a única coisa que quero mesmo, é trabalhar com crianças, seja numa escola, seja num infantário, seja num orfanato, mas crianças…
No fundo, crianças são o meu futuro, ou melhor, o futuro que eu queria para mim…
Pode parecer pouco, pode parecer que estou a pedir pouco, pode parecer que estou a minimizar o futuro, mas pelo contrário, essa é a coisa maior, a única, a tal, que eu queria… todo o resto que vier, seja bom, seja mau, é bem vindo, o mau certamente dará para concertar, o bom, é um acréscimo que receberei de bom grado, mas crianças, é o futuro que quero para mim…
Não há muito a dizer sobre este assunto, porque por mais que dê voltas à cabeça para tentar encontrar algo que me motive para um futuro, algo que queira para um futuro, nada mais me aparece a não ser isso, crianças…
Adoro fazer coisas como escrever ou entreter-me com papel, claro que gostaria que esse gosto me acompanha-se nesse mesmo futuro, mas se algum dia conseguir concretizar esse meu sonho de trabalhar com crianças, posso dizer muito sinceramente que tenho tudo que quero, tudo que preciso, tudo que me faz feliz…
Claro que não retiro as pessoas importantes da equação, mas parto do principio que as pessoas importantes e especiais que trago no coração me vão continuar a acompanhar e a apoiar nas minhas decisões, e que estarão presentes nesse tal futuro se existir, e tendo-as, juntamente com esse sonho, tenho o meu futuro perfeito…

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O teu ombro


O tempo corre, olhando este sitio, parece que nem sai daqui, no entanto, passam dias, passam meses, passam anos, e eu aqui… o tempo passa a uma velocidade arrepiante, ainda ontem tinha eu 10 anos, hoje já tenho os que tenho, ainda ontem fazia birra porque o meu irmão não me deixava brincar com os carrinhos, e hoje já mal falamos…
As coisas mudam naturalmente, o que me inquietava em menina já não inquieta, mas isso, deu lugar a novas inquietações, a novos problemas, a responsabilidades antes de tempo…
Vejo por ai gente da minha idade, e muito mais novas, sem responsabilidades, sem problemas ou preocupações, todas as preocupações passam por aquele menino que não as olha, aquele namorado que queria ter e não tem, aquele rapaz giro porém que não quer nada com ela, e olhando para isso, chega a dar-me cabo dos nervos ver que as minhas preocupações são tão maiores que isso, são tão mais sérias… cada um sabe de si e não julgo a forma como alguém vê os seus problemas, porque os nossos são sempre maiores do que os dos outros, mas a verdade é que me chateia não ter a liberdade que vejo por ai, a independência que existe, a falta de preocupação e responsabilidade, no fundo, a vida de uma adolescente…
Mas cada um tem a sua vida e se não a viver ninguém a viverá por si, e se na minha tenho muita coisa menos boa que preferia não ter, a verdade é que também tenho coisas lindas e especiais que não teria se tivesse uma vida dita normal…
Acho que consoante as coisas, o valor que se dá a pequenas coisas, faz toda a diferença, e essas meninas que não tem problemas de maior, no meu lugar, nunca veriam os pormenores que eu vejo nem admiravam profundamente o que eu admiro, simplesmente porque as coisas mais simples escapam a muita gente…
E nestes dias, em que o peso que carrego me está a fazer perder forças, vens tu e esse teu ombro fantástico, e a calma apodera-se novamente de mim… é incrível como me sinto tão mais sossegada quando tenho a sorte de repousar no teu ombro, é uma onda que me percorre toda a alma, algo que não consigo explicar, mas que sei, é bom de mais…
Eu não tenho vontade de rigorosamente nada, o que sempre me motivou já não é capaz de o fazer, simplesmente porque me sinto gasta, sinto que já fui usada pela vida mais do que as minhas capacidades permitem, e cheguei a um ponto a que chamo “deixa andar”, porque não me apetece mais do que ficar quieta no meu canto, sem falar e sem pestanejar, porque até isso cansa… mas depois, encosto a cabeça no teu ombro e sinto como se o mundo ganha-se outra cor, não é exagero, é pura realidade… eu ficava-me assim, sem mais que isso, apenas descansada no teu ombro, onde a calma entra, e todo o resto fica lá fora…
Quando tenho esse cadinho bom, saiu com outra vida dentro de mim, fico tão mais sossegada por dentro, tão mais relaxada…
Por isso fico tão quietinha, na esperança que o tempo pare ai, que os ponteiros não andem, e que assim eu possa ficar descansada no teu ombro eternamente, numa eternidade minha, numa eternidade que duraria até o meu coração deixar de bater…
Se me fosse dada a hipótese de escolher um único momento que eu gostaria de repetir todos os santos dias, não tenho qualquer duvida, esse seria o momento escolhido por mim… tive muitos outros que guardo carinhosamente no meu peito, mas esse, bem, esse permite-me sentir tudo que preciso, junta tudo num cadinho só… são aliás, os únicos minutos em que sinto que estou verdadeiramente a descansar…
É impressionante como tudo desaparece, como tudo fica esquecido, como tudo sai da minha cabeça e me deixa assim, apenas descansada, leve, sossegada, relaxada, de bem…
Isto falando no principal da questão, fora isso, o facto do teu ombro ser tão confortável ainda aguça mais a vontade de encostar e ficar… parece uma almofada que não para de olhar para mim, que me está sempre a convidar, a provocar, a dizer “olha para mim, tão fofinha que sou, queres-te encostar”?... e claro, por mim, não resisto à provocação…
De todos os atributos belos que o teu ser tem, que nem é preciso repetir, podes juntar mais esse, à já enorme lista de coisas gudis que tens em ti…
E beigada, por me deixares descansar nesse ombro que tantas alegrias me dá sem que tu mesmo te dês conta, pelo menos na totalidade…