segunda-feira, 18 de maio de 2015

O porquê de escrever um blog...

Como em tudo na vida, as pessoas sendo diferentes, têm motivos diferentes... mas no meu ponto de vista, os mais comuns são:
- Para desabafos silenciosos, ou seja, quando alguém quer deitar cá para fora o que pesa dentro, mas não quer falar com ninguém, seja por medo, seja por não confiar, seja simplesmente por não querer, ou mesmo, por achar que não vai ser compreendido. Normalmente as pessoas julgam o que não conhecem, e pior que isso, não fazem esforço para conhecer antes de apontar o dedo ou julgar como menos certo. Por isso, muitas pessoas refugiam-se na escrita, tendo a mesma, como a maior e melhor confidente, aquela a quem tudo se pode dizer, sem correr o risco de haver desapontamentos. Neste grupo de pessoas, basicamente o que move a escrita é a necessidade de transpor o que se sente em palavras, para não se sentirem sozinhos, para não terem tudo guardado dentro, para não serem os únicos a suportar as coisas, porque todos temos a sensação de leveza quando dizemos o que pesa, independentemente de o dizer para o "papel" ou não. Na falta de confiança ou de vontade de falar, a escrita é sempre uma boa aliada, porque permite dizer-se tudo, sem que seja dito a alguém em concreto, e na nossa mão ainda somos nós mesmos que mandamos.
- Depois há aquelas pessoas que gostam de partilhar tudo com o mundo e com os outros, até mesmo com desconhecidos. Falam da vida pessoal, de coisas intimas, de pormenores que a meu ver deveriam ficar dentro de quatro paredes ou pelo menos, serem partilhados somente com gente próxima. São pessoas abertas aos outros, que por um lado, têm necessidade de saber o que os outros pensam sobre tudo e mais alguma coisa, e ao mesmo tempo, estão-se a borrifar para os outros e para as suas opiniões, é um dois em um. 
- E ainda, há aqueles que escrevem só porque sim. Porque gostam, porque faz bem, porque eleva o espírito, acalma a mente e o coração, e principalmente, distrai. Isso mesmo, enquanto se escreve, sobre algo em concreto ou sobre nada em concreto, a mente não vai para zonas desconfortáveis, que não queremos, porque está focada na escrita, e com isso, consegue-se desviar o pensamento, embora por breves momentos. São aqueles que não querem saber quem lê, se são seguidos por muitas ou poucas pessoas, não escrevem para passar ideias, para serem simpáticos, para serem bem vistos, simplesmente escrevem porque sim, por gosto próprio, por gosto "egoísta", escrevem não para os outros, mas para si mesmos.
- E para terminar, há aqueles que gostam de ser lidos, mesmo não escrevendo só para isso. Gostam de sentir que há quem goste de os ler, que se identifica com o que lê, e isso dá uma motivação extra para escrever mesmo quando não há motivo aparente para escrever. 
E pronto, cá está o que penso =)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Apesar de tudo...

Apesar da fase negra que anda a pairar sobre as nossas cabeças, a verdade é que ainda se consegue retirar algumas coisas boas. Tal como não é menos verdade, que é exactamente nestas alturas, que se percebe MUITA coisa de forma bem mais nítida.
Pelo gosto que sei que quem amo tem pelo que escrevo, resolvi fazer o pequeno grande esforço de por momentos utilizar o poder de mente e deixar de lado tudo que de mau assombra estes últimos dias / semanas / meses...
Assim sendo, só posso dizer que sou grata pela vida ter colocado quem colocou na minha vida, tal como, por ter retirado dela quem retirou. Hoje mais que nunca percebo que não perdi nada, apenas ganhei, tudo que foi embora acabou por ser um "livramento", no sentido em que não me deixava seguir em frente, porque me acorrentava, prendia a minha própria vida dentro de mim mesma.
Após essa leveza que as perdas me trouxeram, e após todo o amargo sabor que certos afastamentos me trouxeram, percebi a velha máxima de que os verdadeiros, os leais, os sinceros, estarão lá, no pior, no terrível, no mau, enquanto que os outros, não só não estarão lá, como se afastarão no exacto momento em que se precisa dos verdadeiros.
Felizmente há verdadeiros, há leais, há gente boa e honesta neste mundo. Se chorei interiormente pelas perdas, mais depressa sorri pelas permanências. E porquê? Muito simples... um que permanece de coração, vale mais do que mil que iludiram com romantismos, falsas sinceridades e manias de que se é mais do que na realidade se é.
E em que belas mãos estou eu agora :) agradeço mesmo, sem ironia, a todos que abandonaram o barco, permitindo-me assim, encontrar a verdade, a lealdade, o coração, o amor, o companheirismo, tudo que de incrível o Ser Humano pode ser...
Nunca estive tão certa de colocar as mãos no fogo por alguém, aliás, as mãos só não, entraria inteira no fogo por esse alguém que a cada dia que passa, é mais uma prova que me dá do quanto é grande de coração, e o quanto ele sim, é puro e fiel.
Sim Filipe Nanques, falo de ti sim... tu que tens esse interior tão fenomenal, tu que me despertaste novamente para a vida, tu que me trouxeste paz e calma interior como NUNCA senti, tu que me mostraste que nada se compara ao que nos une, nada do que já passamos nem ninguém com quem nos cruzamos terá / será tanto como somos um para o outro, e só posso ficar derretida e feliz por tudo que me permites viver e conhecer...
E sim, coloquei pela primeira vez o teu nome, para mais uma vez, teres uma prova que de facto és a única pessoa que me interessa no meio desta porcaria toda (a única como quem diz vá lool)...
És mais para mim do que muita gente que já esteve perto, que acha que ainda está perto, e que muita gente que tem sangue igual ao meu a correr nas veias...
Tu és o exemplo vivo de que existe realmente tudo que sempre acreditei que existia num lugar qualquer mundo fora. És o conjunto de tudo que de mais maravilhoso existe. Vês essencialmente o que é de dentro, e cuidas a cima de tudo do teu interior e do interior de quem amas. És um doce, um amor, a coisinha mais linda que eu conheço. Transformas tudo por onde passas, tudo em que tocas. Tens a pureza que tanto me encanta, a força que tanto contagia, a beleza interior e exterior que tanto amo. És o conjunto perfeito, porque de facto, a perfeição existe, e tu és prova disso. Os detalhes que falo e aponto são somente detalhes, bónus que se pode acrescentar, nada que interfira directamente com todo esse fantástico Ser que tanto me orgulho de ter perto de mim...
Sei que os agradecimentos não fazem sentido entre nós, porque somos um só, e o que fazemos é com gosto porque tudo que mais queremos é animar, aliviar, fazer bem, um ao outro. Ainda assim, recebe este obrigada, não como um mero agradecimento, mas como admiração, respeito, atenção, e sobretudo, como demonstração que não me passa ao lado o que tens feito, não me passa ao lado o que és, todos os teus esforços, as tuas lutas, as tuas tentativas, tudo. Mesmo que não o diga constantemente, que não aponte tudo, que não fale de tudo, sabes que guardo no coração cada gesto, cada pormenor, cada coisinha que fazes, e que são tantas.
Unico-te mais que tudo mê noivo, e está mais que explicito que não há nada que possa alterar esta ligação fascinante... um grande juakiiiii e merci por tudo ***********