sexta-feira, 30 de novembro de 2012

HÁ QUE APRENDER A OUVIR ATÉ AO FIM E A NÃO TIRAR CONCLUSÕES ANTES DE TEMPO!

"A família jantava tranquilamente quando, de repente, a filha de 12anos comenta:
-Tenho uma má notícia. Já não sou virgem! Sou uma vaca! E começa a chorar convulsivamente, com as mãos no rosto.

Silêncio sepulcral na mesa! De repente, começam as acusações mútuas:

-Estava-se mesmo a ver! - diz o marido à mulher. É por te vestires como uma puta barata e arregalares o olho ao primeiro imbecil que vês na rua. Claro que isto tinha que acontecer, com o exemplo de mãe que a menina vê todos os dias!

Vai daí o pai aponta também para a outra filha, de 25 anos
- E tu também, que ficas no sofá a lamber aquele palhaço do teu namorado que tem é pinta de chulo, na frente da menina?

A mãe não aguenta mais e grita: - Ai é?!...E quem é o idiota que gasta metade do ordenado com putas e se despede delas à porta de casa? Ou pensas que eu e as meninas somos cegas? E, ainda por cima, que belo exemplo dás desde que assinas esta maldita TV cabo, passas todos os fins-de-semana a ver pornografia de quinta categoria e depois acabas na casa de banho com gemidos e grunhidos?

Desconsolada e à beira de um colapso, com os olhos cheios de lágrimas e a voz trémula, a mãe pega na mão da filhinha e pergunta-lhe baixinho:
- E como é que isso aconteceu, minha filha?

Entre soluços, a menina responde:
- A professora tirou-me do Presépio! A Virgem agora é a Luísa. Eu vou ser a vaca!!!!"

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

José Augusto - AGUENTA CORAÇÃO


Coração, diz prá mim
Porque é que eu fico sempre
Desse jeito
Coração não faz assim
Você se apaixona
E a dor é no meu peito...

Prá quê, que você foi
Se entregar
Se na verdade eu só queria
Uma aventura
Porque você não pára
De sonhar
É um desejo e nada mais...

E agora o que é que eu faço
Prá esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
Não é justo
Entrar na minha vida
Não é certo
Não deixar saída
Não é não...

Agora agüenta coração
Já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha mêdo
Amar não é nenhum brinquedo
Agora agüenta coração
Você não tem mais salvação
Você apronta
Esquece que você sou eu...


Coração, diz prá mim
Porque é que eu fico
Sempre desse jeito
Prá quê, que você foi
Se entregar
Se na verdade
Eu só queria uma aventura
Porque você não pára de sonhar
É um desejo e nada mais...

E agora o que é que eu faço
Prá esquecer tanta doçura
Isso ainda vai virar loucura
Não é justo entrar na minha vida
Não é certo não deixar saída
Não é não...



Agora agüenta coração
Já que inventou essa paixão
Eu te falei que eu tinha mêdo
Amar não é nenhum brinquedo
Agora agüenta coração
Você não tem mais salvação
Você apronta
Esquece que você sou eu...

Evanescence - breathe no more



I breathe no more

I've been looking in a mirror for so long
That I've come to believe my soul's on the other side
All the little pieces falling, shattered
Shards of me, too sharp to put back together
Too small to matter
But big enough to cut me into
So many little pieces
If I try to touch her


And I bleed
I bleed
And I breathe


Take a breath and I try to draw from my spirits well
Yet again you refuse to drink like a stubborn child
Lie to me, convince me that I've been sick forever
And all of this will make sense when I get better
But I know the difference
Between myself and my reflection
And I just can't help but to wonder
Which of us do you love


So I bleed
I bleed
And I breathe
I breathe no
Bleed
I bleed
And I breathe
I breathe
I breathe
I breathe no more

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Deixemos de ser água suja!!!









Num jeito tipicamente atrofiado, ou não seria eu a doida que sou, vou transpor a salgalhada que sinto, numa salgalhada bem maior, cujo sentido provavelmente só chegará a mim mesma… mas já é normal, só eu entendo o real sentido do que digo mesmo quando todos julgam que digo isto ou aquilo…

Posto isto, por agora talvez começando por algures que nem sei como definir, visto que não há começo, nem meio, e muito menos fim, não posso dizer que começo pelo início, começo simplesmente por onde agarro o primeiro pedacinho de ponta solta que dê para começar.

E nesta minha profunda mistela de sensações, emoções e incoerências interiores, resumo inicialmente tudo em palavras que seguem: PORCARIA, uma grande porcaria.
Porcaria ver amarelo onde só existe negro, porcaria encontrar o que não existe, porcaria ver o que é impossível ver, porcaria existir numa existência insignificante e desprovida de qualquer sentido real que não seja, esperar pelo fim que faça tudo ter inicio e fim, com meio totalmente dispensável.

Ohhh cachopa, não esperes nada dos fulanos que embriagam a tua vista com uma beleza interior de fachada, nem esperes nada desses príncipes disfarçados que no fundo são lobos maus, e principalmente, não vejas o que não existe, a maior barbaridade que congela os sentidos e faz doer todo e qualquer pedaço que se sente, é sem dúvida, a ilusão, a ilusão do ser, do achar que é, do querer, do achar que vai ser, que é, que blá bla blá… sim, é verdade, as maiores dores advém única e exclusivamente da ilusão que nós mesmos enfiamos brutamente na nossa tola. Ou por carência, ou por acreditar, ou por querer, ou por necessidade, o facto é que nos iludimos a achar que as pessoas são como as vemos, que as coisas são como queremos, que afinal é tudo lindo, e no fim, se é que há fim, percebemos isto, que afinal, as pessoas não são assim, nós é que as vimos assim, as coisas não são como queremos, nós é que acreditamos de tal forma que acabamos por esquecer de acordar, nós julgamos muitas vezes as coisas em função do que o nosso inconsciente quer, e acabamos cegos e iludidos, e quando a realidade se faz ver, PIMBA, toma lá, a ver se abres esses olhos que todos dizem ser grandes… que importa o tamanho? Afinal é bem o caso de que o tamanho não importa (sem perversidade), porque tenho olhos grandes (pelo que me fazem acreditar) mas ainda assim, continuo uma cegueta de primeira.
Venham aprender comigo, a serem cegos e a acreditarem, a esperarem o que sabem que não vem, a desejar o que sabem que nunca terão. Venham os deprimidos e ofendidos pelas pessoas que não compreendem, venham e juntem-se ao clube de pessoas parvas e cegas, como eu deve haver ao menos meia dúzia.






E andava ela, convencida do ca**** a dizer que aprendeu com as chapadas da vida, que agora é assim, é para acreditar, há que provar, é para confiar, há que merecer, é para estar perto, então mostra que queres e valorizas… e afinal de contas, a chavalita continua a fazer a mesma “shit” de sempre, ou seja, completamente obcecada pelo que quer acreditar que existe e completamente alheia ao que de facto existe.
Ohhh parolinha, porque não tentas enxergar tipo assim, dois palmos à frente do nariz, não mais que isso, já me parece suficiente e já basta para veres muita coisa que recusas ver porque te incomoda profundamente que nem tudo seja como tu queres acreditar que seja.
E o erro será meu ou dos outros? O erro é meu por acreditar no que quero acreditar ou dos outros por não serem o que eu quero que sejam? É claro que o erro é meu! Ninguém tem culpa de que eu espere isto ou aquilo, que queria isto ou aquilo, que acredite nisto ou naquilo, e muito menos, ninguém tem culpa que me desiluda por perceber que afinal as coisas não são como eu acreditava, porque no fundo, fui eu que acreditei, ninguém me apontou uma arma à cabeça, que eu saiba.
Dane-se o mundo e todo o povo que está nele, desde os racistas aos violentos, desde os depravados aos incompetentes, desde os maldosos aos terrivelmente estúpidos, desde os falsos aos aparentemente tudo menos o que são. 
Era tão mais fácil, mas tão mais fácil, se as pessoas fossem o que são e mostrassem exactamente isso, sem máscaras nem disfarces nem nada que possa ser semelhante, evitavam-se dissabores e sobretudo, evitavam-se criar mais e mais pessoas atrofiadas da cabeça como eu, que não conseguem entender a merda que muita gente é. (I’m sorry pela expressão).
Para quê? Pergunto eu sem obter resposta. Para quê parecer o que não se é? Para quê mostrar o que não se é? Para quer forçar ou disfarçar???? Why?Porque não ser como a água mais limpa, transparente? Mesmo que nos escorregue dos dedos e mesmo que ninguém saiba o rumo dela, a verdade é que toda a gente sabe que é água, que dá para beber, para tomar banho, para lavar as coisas, mas toda a gente sabe o que é e para que serve! Então, sejamos água! ÁGUA LIMPA, porque de suja já há em demasia








segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SILÊNCIO... que a tresloucada vai falar... escrever


Silêncio, na voz que se cala mas que grita sem que ninguém a ouça, num sopro que ninguém sente e num ensurdecedor ruído silencioso.
Quieta neste canto recatado, pequeno, fechado, negro, mas em andamento a alta velocidade no interior das minhas próprias entranhas podres em conteúdo.
Rasgada numa plenitude que a vista alheia vê no simples olhar cego, porém, curioso, numa curiosidade de aparência e futilidade onde não entra mais do que peitos grandes e rabos arrebitados.
Louca por acreditar que os cegos possam um dia ver e que os surdos possam um dia escutar. Ver mais para além da própria existência e ouvir as palavras que o silêncio transporta em si mesmo.
Um dia, quem sabe, alguém dirá “ohhh, afinal aquela louca atrofiada tinha razão”, e eu, num assobio de ensurdecer direi em mente “mete a razão no *********”…