segunda-feira, 11 de novembro de 2013

John Legend All Of Me

                              
What would I do without your smart mouth
Drawing me in, and you kicking me out
Got my head spinning, no kidding, I can’t pin you down
What’s going on in that beautiful mind
I’m on your magical mystery ride
And I’m so dizzy, don’t know what hit me, but I’ll be alright
My head’s under water
But I’m breathing fine
You’re crazy and I’m out of my mind
‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all, all of me
And you give me all, all of you
How many times do I have to tell you
Even when you’re crying you’re beautiful too
The world is beating you down, I’m around through every move
You’re my downfall, you’re my muse
My worst distraction, my rhythm and blues
I can’t stop singing, it’s ringing, I my head for you
My head’s under water
But I’m breathing fine
You’re crazy and I’m out of my mind
‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all of me
And you give me all, all of you
Cards on the table, we’re both showing hearts
Risking it all, though it’s hard
‘Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all of me
And you give me all of you
I give you all, all of me
And you give me all, all of you

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Já lá vai muito tempo desde que escrevi isto mas...

Quando penso em ti
Parece que te tenho aqui
Reviver os nossos momentos
Transforma os meus pensamentos

Fica tudo mais leve
O medo entra em greve
Eliminas todos os meus receios
 Até em simples passeios

Porque a tua presença traz tudo
Que antes era sem conteúdo
Contigo trazes alegria
Como uma sinfonia

sábado, 26 de outubro de 2013

Paz interior

Agora sei a verdade, agora mais que nunca vejo o quanto estive certa na minha certeza: o principal, o mais importante, é sem dúvida a paz interior. É difícil chegar até ela, mas chegando, todo o percurso valeu a pena, todas as desilusões e dores no caminho se tornam num mal necessário onde mostramos até onde somos capazes de aguentar. Estando em paz por dentro as coisas passam a ter outro sentido, tudo é gerido de outra forma, com menos exagero de sentimento. Eu estou em paz interior, sei o que valho e o que mereço, tudo que fuja dai simplesmente deixou de dor, da mesma forma que o fazia antes pelo menos. Não estou disposta, por isso, a receber menos do que o que mereço, tal como não estou disposta a dar menos do que as pessoas merecem, seja isso muito bom ou muito mau. Eu sei o que quero, mas acima de tudo, sei o que não quero para mim, sábias palavras... Tarefa executada com qualidade, a minha missão estará cumprida então?

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Saudades....

Por incapacidade de continuar entalada, perco o respeito por breves instantes. Tenho direito de escrever isto, sobretudo quando sou apontada por não ter problema em criticar ou apontar… a verdade é que nunca consegui colocar ponto final onde pelo vistos, o ponto já está a demasiado tempo… e para minha própria leveza, dou motivos a esses apontamentos, criticas e tudo mais, e finalmente, falo, aponto, critico, e digo o que sinto sem pensar da dor, magoa ou qualquer tipo de sentimento que poderei provocar. Dito isto, repito o que costumo dizer, não tenho que comentar mais nada, não tenho que esclarecer. É meu texto, meu desabafo, um momento mais duro passado para escrita, apenas e só Saudades… do tempo que passou, do que eu já fui, do toque que já senti, do amor que já me saltou do peito. Eu disse, há muito tempo, e disse com a mesma certeza que digo agora, passados estes, meses, estes anos… amor da vida, dó há um, e eu sei bem qual é o meu. Posso até gostar novamente, mas amar, na mesma dimensão, nunca! Como venerei esse Ser, como delirei com esses olhos, como te amo bem cá dentro apesar de tudo e infelizmente… Chega a ser sufocante, demasiado estranho, como carga de água é possível… continuar a amar mesmo tendo todos os motivos e mais algum para já ter deixado de sentir faz tempo. Mas não, mágoas, dores, desapontamentos, tudo guardado cá dentro, acorrentado a mim, para que as cicatrizes fiquem apenas comigo. Haverá amor maior??? Ficar entalada em dores nunca comentadas com o único objectivo de não ferir? De não ferir quem tanto nos feriu? Apesar de toda essa dor nunca falada, prefiro matar-me por dentro do que magoar quem me mata dentro, só porque o meu amor é absurdamente forte, incapaz de proferir essas dores acumuladas no fingimento que não viu, não deu conta e nem sentiu. E pior é que continuo a ver cegueira nesse aspecto, pessoas que me magoam brutamente sem darem conta que estão a fazer isso, quando me atiram à cara que eu digo algo que magoa, quando na verdade, nada, foi o que eu disse comprado com tudo que tenho por dizer. São tantos pormenores que se juntaram cá dentro, tantas dores que às vezes me apetece “atirar à cara”… sobretudo quando o contrário é feito, quando me é apontado o dedo, uma magoa que eu tenha causado, uma desilusão que eu tenha provocado, quando tudo isso é dito sem que a outra parte seja vista, quando tudo isso é apontado sem pensar no muito que eu tenho guardado para mim todo este tempo. Quando o “não entendo como é possível ainda estar perto”, ou “tive todos os motivos para já me ter afastado há muito”… chega a ser irónico, como se eu fosse aquela que só tem defeitos, que só causa dores, que não merece que alguém esteja perto, quando na verdade, eu tenho tantos ou mais motivos para criticar dessa forma sem nunca o ter feito. Há um, o maior de todos, que ainda hoje, só de pensar, dá-me uma volta tamanha do estômago... um que me atormenta diariamente, sem exagero, porque me revolta até hoje ver isso vindo de quem vem… esse nunca perdoarei, independentemente de tudo que possa ou não vir a ser dito... fazerem-me sentir culpada, durante tanto tempo, aliás, foi-me dito frontalmente que a culpa foi minha por as coisas não terem dado certo, e depois de tanto tempo, mas tanto tempo, eu ter percebido que afinal, o problema não fui eu, mas sim, outra "traição" que em nada teve a ver comigo. Na mesma altura, exactamente na mesma altura, acusam-me de não ter dado certo por minha culpa, quando se regressa ao lar de onde se saiu uns tempos, porque supostamente a culpa foi minha, quando na verdade, foi o medo que outra pessoa tivesse coragem que mais ninguém teve, de passar das escuras para as claras! Isto levou-me a fazer no mínimo, meia dúzia de filmes, a partir dai, pus tudo em causa, e sim, a partir daí admito, mudei, e muito, porque a partir tornou-se impossível ver tudo que via na pessoa que para mim, aos meus olhos, era perfeita até em defeitos. Culpa minha, obviamente. E mesmo assim, com essa dor profunda, calei-me, até ao dia que não deu mais e mostrei que sabia, há já muito tempo, o que foi motivo de admiração por nunca antes ter tocado nesse assunto. E então? Pararam para pensar que como isso houve tantas outras dores guardadas só para mim? Tudo que senti esse tempo todo, calada, não conta? Não interessa? Onde estive eu esse tempo todo? Esquecida???? Como continuam a dizer que é melhor estar calada do que dizer algo que sei que vai magoar, quando viram que pelo contrário, eu calo-me muitas vezes SÓ para não magoar?! Mesmo depois de perceberem que eu realmente sei estar em silêncio, dada essa prova, continuam no bate boca do eu mudei, eu magoei, não dá para entender como ainda se está por perto???? A sério??? E tirando esse pormenor, não terei suportado muito mais calada? Calei-me mais eu do que qualquer outra pessoa, mas ainda assim, o maior apontamento é “dizes as coisas sem pensar na outra parte, magoas, feres o coração de quem ouve, apontas, julgas”!!!!! Eu faço tudo isso ou quem me diz isso está a fazer-me exactamente isso?? Pois… Pensando nisso dá um nó cá dentro… como é possível alguém falar-me nesse tom, como se estivesse a fazer caridade???? É pena que não sejam vistos todos os esforços que eu fiz para me manter perto também… enfim… E ainda assim, ouvindo tudo isso, que se junta a todas as dores por explicar, com todo esse meu mal apontado, sem que a pessoa perceba o quanto magoa um coração já despedaçado por si mesma, ouço, engulo a revolta, a dor, a vontade de por uma vez fazer o mesmo que me fazem, uma, duas, três vezes… E pior, ver que me magoam brutamente, tal como eu certamente magoei também, e ainda assim, sempre que tento aproximar-me ser recebida como se qualquer palavra fosse uma obra de caridade para comigo, como se eu não merecesse mas pronto, como se eu tivesse que penar muito para voltar a estar perto! Como se as dores que sinto não valessem de nada, porque o importante são as magoas que eu causo! Não basta a porcaria toda que se tornou o meu interior, ainda tenho de ver isso??? Quer dizer, magoada, frustrada, humilhada, desiludida, e ainda tenho de andar atrás porque eu não mereço essa tal presença?!?! Numa coisa dou absoluta razão a uma frase que me foi dita “quem não te vê não te merece”, e cada vez mais acredito nisso, e na minha máxima convicção, convencida para quem quiser, chego à conclusão que não me merecem, e não o oposto. Dei de mim mais do que as pessoas mereciam, e agora limito-me a colher os frutos dessa inocência. Se houvesse hipótese de entrarem no meu peito, de sentirem o que eu sinto, na dimensão que sinto, veriam o quanto eu tenho aguentado calada, fiel ao meu principio “o meu amor é maior, capaz de superar e sofrer em silêncio”. Vejam ou não, tenho milhares de motivos para já ter desistido há muito, para ter deixado o coração esfriar, mas por outro lado, há algo maior, algo que vejo nesse olhar incrível, nesse sorriso encantador, algo que me mostra o porquê de ainda manter esse amor intocável, que me mostra o que eu vi… algo que sobretudo, me mostra que apesar de não ter sido parte da escolha, existe aí alguém fantástico, que infelizmente anda perdido em coração, por não ver quando acha que sabe tudo e vê tudo… Posto isto resta dizer que sim, é verdade, amo como desde o primeiro dia, desejo como desde o inicio, porque não deixei de querer desde que tive, pelo contrário, só me fez desejar ainda mais. Amo, esse alguém que foi uma tentação para mim, em todos os sentidos. E não é menos verdade, apesar de cada vez custar mais, que um pormenor bom acaba por anular dezenas de maus porque o bem que vem desse lado é, como sempre foi, maior do que qualquer dor, qualquer mágoa, qualquer coisa mal resolvida, como as tantas que guardo dentro. Quem me faz a pessoa mais feliz também me faz a pessoa mais infeliz… E isto tudo, leva-me à primeira palavra: saudades… e agora muito directamente… saudades da pessoa que eras, do que eu sentia, do que me fazias sentir, da esperança inocente que um dia tive… saudades de sentir que não existia mais nada, que o mundo desaparecia, que nada mais era preciso. Saudades de me sentir completa, olhar em volta e não ver mais nada porque tudo que precisava estava mesmo à minha frente. Saudades de sentir aquela confiança que o tempo se encarregou de mudar, de sentir aquela segurança que se evaporou dadas as circunstâncias, saudades do que parecia ser, do que eu acreditava que era. E principalmente, saudades do que eras, como eras, do que via em ti, do que um dia mostraste, que com o tempo, tenhas ou não percebido, escondeste ou pior, perdeste. E sei muito bem porque isso aconteceu. Saudades de sentir o orgulho que sentia em ti, saudades de me sentir orgulhosa por ver-te tal como eras. Eu orgulhava-me de ti, tinha orgulho pelo que eras, como se fosses um pedaço de mim, eu via como privilégio estar perto de ti, via como um tesouro o teu coração… Um dia disseste: aconteça o que acontecer, não te percas… pensa nisso, acho sinceramente que alguém se perdeu, em parte, e não fui eu. E digo-o convicta, porque vejo claramente isso em ti. Espero sinceramente que essa perda não tenha sido total e definitiva. E principalmente, que tu tomes finalmente consciência disso. Que posso dizer, sou louca… e das poucas certezas que tenho, esta é uma delas: sei o motivo dessa loucura Acho que resumidamente, o meu maior problema, o mal de todos os males, foi eu ter deixado o meu próprio Ser para ultimo, por achar que alguém merecia-me mais do que eu mesma

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

E mais um... saudades de escrever assim

O meu coração quer falar-te 

Novembro 2011

Hoje é um daqueles dias em que não tenho a mínima capacidade de ocultar, de tentar minimizar, esconder ou simplesmente fazer fita…
Não quero calar, não quero guardar dentro feito túmulo fechado, não quero continuar com dor no coração e sorriso na cara...
Eu não sou, nunca fui, e nunca vou ser, um exterior… eu sou o meu próprio conjunto, dentro e fora, sendo que fora apenas espelha ou não o que vai dentro… todos nós envelhecemos, ganhamos rugas, ficamos feios ou ainda mais feios, o tempo trata de nos tirar os traços e altera-los consoante a idade, todos nós, os que se acham bonitos, feios, gordos ou magros, acabamos por ficar diferentes, cheios de rugas desde a testa à ponta do pé, todos envelhecemos e ficamos com as marcas desse envelhecimento… e aqueles que olham para o exterior, devem esquecer-se que aquela “boazona” ou aquele “pão”, mais tarde ou mais cedo, acaba por ficar completamente ao contrário, aquele pão deixa de o ser, aquela “gaja boa” deixa de o ser… então porque car**** insistimos nessa treta estúpida de olhar para o exterior? Sabendo que muda, que inevitavelmente muda, que podemos lutar contra tudo, menos contra isso...
Isto foi apenas uma introdução… quiçá, sem sentido ou nexo sobre o resto que vou dizer, mas é minha, é meu, foi escrito por mim… para mim faz sentido, e só isso me importa…
Introdução de certo modo curta, pelo muito que poderia dizer, mas de ideia fixa e com contexto bastante claro… aliás, só não percebe quem não quer, e gente dessa, que não quer perceber, sei que está o mundo cheio...
Mas voltando ao inicio, ao antes da introdução, tanta coisa para dizer que hoje vou directa ao assunto, sem rodeios, sem panos quentes nem frios, sem omissões, sem desenrolares que não levam a lado nenhum, e acabei por fazer tudo ao contrário em poucas linhas!
Retomo agora a ideia, serena e com calma, leve num espírito que a mim não pertence, atenuada e ressacada com a dor que me percorre a alma, que me faz sentir arrepios daqueles denominados “a morte a passar”, numa paz que o meu coração sente, e pelo simples motivo de que ele já não é meu, eu não exagerei quando disse que o entreguei às mãos de outro alguém que não eu, e depois de entregar algo como isso, a fonte da vida, o que mantém a vida, o que faz respirar, após entregar, não há hipótese de retorno, não à volta a dar, não o posso simplesmente pedir de volta, porque a mim já não pertence… o dono dele, tem a hipótese de o querer ou não, se o quiser, óptimo, sei que cuidará bem dele, se não o quiser, acarreta com ele levemente, sem dar por ele porque também tem essa coisa de saber ser discreto, mas meu, já não é… de qualquer das formas, para o melhor e para o pior, sei que o “meu” coração, está em boas mãos, e isto sim, digo-o sabendo do que falo…
Bem, vamos lá ver se mais ninguém me interrompe com coisas banais, papeis, cartas, e mil e uma porcarias que não fazem grande diferença, para conseguir levar uma ideia até ao fim… se não, começo uma frase e esqueço-me do que ia dizer no final!
O que me trouxe aqui, após este tempo de “jejum”, foi algo bem mais forte que eu, algo que não depende de uma vontadezinha, de um capricho, de um mimo, algo que não depende de mim, do que acho, penso ou quero, não depende de mim nem é algo que simplesmente sinto porque me apetece, porque acho bem, porque me parece melhor ou pior… há coisas que a razão não muda, coisas que o pensamento não afasta, coisas que se sentem e ponto final… não é questão de querer, de pensar que é assim que deve ser, são coisas que não se controlam…
E eu não controlo o que vai dentro, não controlo esta ânsia louca de te querer perto de mim, bem juntinho a mim… não controlo a vontade avassaladora de sentir os teus braços em meu redor, num abraço que só em ti encontro, naquele abraço que sempre disse ser mágico… eu posso ter feito e dito muita burrice, mas nisso nunca… já provei outros abraços, em todas essas alturas por algum propósito, mas nenhum se compara ao teu, nenhum tem comparação, porque o teu não é só um abraço, é O ABRAÇO… aquele que me alivia o peito, que me acalma toda a dor, que me faz sentir segura e dona do mundo, aquele que me faz estremecer por dentro, que acelera o coração que já não é meu, aquele que me faz sentir que ninguém me pode fazer mal porque tu estás lá, aquele que me faz sentir intocável, feliz… sem qualquer dúvida, podendo parar o tempo a meu favor, seria nesse preciso instante… nada mais me faria falta, apenas o teu abraço, o teu toque, a tua presença, sentir-te assim, só, até as pernas ficarem sem forças, até deixar de sentir os braços, horas e horas, dias e dias, só tu e o teu abraço… há coisas que não dão para explicar, temo que mesmo que continue a falar do que me está a correr as veias, jamais conseguirei dizer uma linha que se aproxime do que vai dentro, mas uma coisa tenho a certeza, o olhar não mente… e eu sei que os meus olhos só brilham, só sorriem, quando tu estás presente, quando és tu… ainda agora, estive eu fora durante algum tempo, fiz das tripas coração para não te procurar, tentei provar a mim mesma que era capaz de te deixar minimamente sossegado, e na véspera de voltar, bem, a ansiedade não me largava, a vontade de voltar era tão forte, mas tão forte! Ninguém imagina o quanto me senti feliz por regressar, por muito ridículo que possa parecer… eu só pensava na hora de abrir a porta e dar de caras contigo, juro pela minha saúde (embora não seja grande coisa) que só me passava isso pela cabeça… esperar que o elevador chegasse, coisa de 1 minuto se tanto, foi penoso, parecia que o tempo tinha parado, parecia uma eternidade, e depois desilusão, não estavas… ai sim, senti que o coração ia disparar na dolorosa sensação de não te ver após tanto tempo de ansiedade...
Sabia perfeitamente que não me ias falar, que não me ias sorrir, que não me ias receber como noutros tempos, mas saber que te ia ver, que te ia poder olhar, mesmo que não passasse disso, seria sem dúvida, o momento perfeito para mim...
Não tens noção do quanto permaneceste firme na minha cabeça, no meu coração, nos meus dias, em tudo… confesso que isso me tornou, como sempre, de certo modo “injusta” para todos os restantes “companheiros”… falo aqui de quem esteve comigo, desde o amigo ao colega, porque eu não conseguia prestar atenção a nada, não conseguia manter uma conversa longa, não conseguia concentrar-me, porque a falta que me fazes, faz-me parecer que nada faz sentido… não é à toa que vim de propósito à cidade só para te ver 5 minutos… já te tinha dito isso, sei que sim, mas sem ti, nada faz sentido… acredita que não é exagero, é pura realidade… e tive mais uma prova disso… pus a hipótese de me afastar uns tempos, como fiz, porque pensei que isso poderia trazer algo menos pesado… e o único resultado que obtive foi a certeza que já tinha, não dá para estar longe de ti...
Mesmo em silêncio, mesmo que estejas cá sem estar (percebeste), mesmo que não me fales, mesmo que não estejamos juntos, mesmo que as coisas sejam como são, mesmo sem ter a tua presença naqueles momentos simples como um cigarro, mesmo sem te poder olhar nos olhos, mesmo sem te ver sorrir, mesmo sem conversarmos, mesmo com tudo isso, ter-te aqui perto, ver-te por aqui, sentir a tua presença perto, sentir que estás aqui, faz toda a diferença, toda...
Eu não consigo desviar a atenção ou o pensamento, porque desde cedo, foste tu que me prendeste a atenção… não é obsessão nem nada nesses termos… mas em ti encontrei e senti sempre coisas tão bonitas, de tanto valor, de tanta simplicidade bela… nunca senti, com ninguém, em outro lugar, coisas como quando te vejo por perto… eu disse que não conseguia explicar, o que eu sei é que fazes a diferença, quer seja por ouvir o tom da tua voz, queria seja por te ver passar à minha frente, quer seja quando me presenteias inesperadamente com coisas que me fazem palpitar de alegria, quer quando te ouço suspirar (adoro quando fazes isso), quer seja quando o meu olhar te alcança mesmo quando se tenta desviar, quer seja quando apanho o teu sorriso… cada pormenorzinho, cada partícula minúscula, tudo, faz toda a diferença em mim, para mim...
Percebi que afinal tinha mesmo razão… não me adianta andar a enganar-me a mim mesma, a achar que tudo está bem quando não estou aqui, não adianta fingir que estou igual a sempre, não adianta tentar não pensar, tentar não sentir… porque a verdade é que quando não estás por perto, tudo muda...
Senti-me tão vazia, tão perdida, tão sem sentido nestes dias… foi uma coisa que custou tanto, sentir-me assim dentro, sem nada que fizesse valer o dia, nada que fizesse valer acordar, nada que tivesse sentido ou sabor, nada que me fizesse olhar e pensar “isto sim, vale a pena”...
E agora, tudo mudou, tudo voltou ao normal… e não preciso de grande coisa… ouvir o barulhinho do agrafador, das folhas que organizas tão profissionalmente, ouvir o pousar das tuas canetas pesadas, as rodas da cadeira… coisas tão pequeninas, mas que me alegram tanto cá dentro… e não é pelos barulhos, como bem sabes, é por seres tu, é por saber que és tu, é por saber que independentemente de tudo, estás a uns passos de mim...
Agora sim, vale a pena acordar, vale a pena vir para o meio das avestruzes, vale a pena correr e saltar se for preciso, vale a pena andar a correr de manha, vale a pena ouvir umas quantas parvoíces alheias, vale a pena apanhar secas, vale a pena ouvir os outros calada para não explodir, até vale a pena stressar com os montes de coisas que me deixam na secretária… e porquê? Simples, muito simples… porque sei que aconteça o que acontecer, enquanto estiveres a estes passos de distância, mesmo que não me procures e eu não te procure a ti directamente, sei que estás, e isso faz toda a diferença, faz tudo valer a pena… e eu procuro-te tantas vezes sem que te dês conta, já me acalmei tantas vezes graças a ti sem que te apercebesses, já respirei fundo e ergui a cabeça graças à tua presença… em todo e qualquer momento, tens feito a diferença, na minha vida dentro e fora daqui, e isso, não faço qualquer questão de esconder...
Aqui, basta olhar para ti quando posso, basta ouvir o som que fazes na tua sala, basta ver-te passar (paisagem maravilhosa), basta ouvir-te discutir com aqueles engenheiros de obras feitas, basta coisinhas assim… e fora, nas conversas da treta desligo o fusível e penso nas nossas conversas mais atabalhoadas como a do Nuno Gomes ou do Rui Jorge, nas companhias da borga penso nas vezes que íamos tomar café após o almoço, em todo e qualquer momento, tenho algo contigo para reviver, a às vezes parece mesmo que viajo no tempo, parece mesmo que estou a viver tudo outra vez...
Neste tempo em que estive “fora”, recordei tanta coisa, tantos pormenores pequeninos mas bons, óptimos… houve apenas um que me doeu, que me custou, porque mesmo achando estúpido, comparei, e a comparar, senti-me totalmente no oposto… como se fosse do paraíso ao inferno, como se tivesse vivido essas duas épocas assim, tão distantes uma da outra… como é óbvio, falo desse outro tempo em que estive fora daqui, acompanhada...
Mas uma coisa também é certa, tive muito tempo para pensar, demais até… pus as ideias no lugar, pensei em tudo, passo a passo, o que aconteceu, o bom e o mau, o que vivi, o que senti, o que esperei, o que tive, tudo, ao pormenor… e após recordar cada detalhe, cada sorriso e cada lágrima, cada pequeno e grande pormenor, definitivamente só me surgiram as seguintes palavras na cabeça “eu tinha razão, sempre tive, só com ele por perto sou capaz de me sentir bem, só com ele perto me sinto completa, só quando o vejo é que as coisas fazem sentido, só o facto de o ver, tudo faz sentido e vale a pena”… e por isso, alterando algo que já tinha dito, todo e qualquer dia vale a pena pelo simples facto de te poder ver, de ter o privilegio de te ver de perto… porque mesmo que me tirem tudo, mesmo que já não tenha tudo que um dia tive (falo em coisas como a partilha de uma pausa e assim), mesmo sem nada disso, o facto de ter a sorte de te continuar a ver, faz toda a diferença no meu peito...
Aqui podia falar de toda a barbaridade atroz que fiz, e principalmente, que disse… mas também espero que lá no fundo saibas o porquê… para além do que te disse, inveja, revolta por mim mesma e tudo mais, sabes, melhor que ninguém, que nunca quis nada para mim, nunca desejei nada para mim, nunca pensei muito no que queria para mim… em toda a minha vida, para além do meu sonho de crianças, desejei apenas e só uma coisa… sabes que sim, quis com a própria vida uma única coisa, e saber que jamais me pertenceria, como deves imaginar, tirou-me muitas vezes de mim mesma… sempre achei demasiado cruel, desejar unicamente uma coisa, e há primeira vez que de facto quero algo, pela primeira vez que sinto que preciso de algo, que desejo mais que tudo, é-me negado pelas leis da vida… é algo demasiado forte para conseguir lidar, pelo menos para mim… nunca quis nada, e quando finalmente encontro algo que me leva a dar a vida se fosse preciso, vejo que não posso… é de me por louca, como aconteceu várias vezes… não é justificação para nada, mas é de coração…
Bem… e esse teu falar sozinho, o teu bater de mãos nos armários, os teus passos fortes pelo corredor, o teu mandar vir sozinho porque não imprimiste exactamente o pretendido, é tão bom poder ver tudo isso… tu não vês porque estou de costas, porque se não, ias ver-me tantas vezes a sorrir sozinha, feito tola… ainda hoje os sorrisos mais sinceros, aqueles que brotam de dentro para fora, são culpa tua...
Não é que deseje que stresses, como é claro, mas até nisso é engraçado de se ver… as tuas expressões de chateado, de isto “ai, isto não devia ser assim”, o teu ir buscar de capas a fazer aquele barulhinho engraçado com a boca, aquele “dasssss” quando o telemóvel toca… o teu suspiro, como eu adoro ouvir o teu suspiro, é que não é igual nem parecido a nenhum outro, é o teu suspiro… podia continuar até gastar a ponta dos dedos… há tanta coisa, mas tanta coisa que embora não demonstre, não me passam ao lado, e pelo contrario, simplesmente adoro poder ver...
Eu nunca poderei esquecer o que aconteceu, o que me fizeste sentir, ver, descobrir e outras mil milhões de coisas… tu mudaste muito dentro de mim, e se me aproximo cada vez mais de mim mesma, devo-o também e principalmente a ti… não sou ingrata, sei que se não fosses tu, a esta hora, seria talvez um monstro, se ainda existisse… tu fizeste muito, mas mesmo muito cá dentro… não vou repetir tudo que me apetece repetir, e tu sabes porquê, mas também não és totó e sabes melhor que ninguém que foste tu que fizeste toda a diferença cá dentro, e que jamais poderei esquecer o que me ajudaste a construir… porque foste o primeiro e único que me fez acreditar, que me fez pensar, que me fez sentir, que me fez ver para além do que vista alcança… há coisas que simplesmente levo comigo para a cova, não tenhas dúvidas disso… sei que vou estar ligada a ti para sempre, quer queiras, quer não queiras, quer eu própria queira, quer não… o que tu és para mim, mais ninguém o foi, e mais ninguém o há-de ser… acredito e sei disso… aliás, basta veres o quanto foste desde sempre diferente para mim, em tudo...
Eu não exagerei, de todo… “mesmo que tudo mude, o que és dentro vais continuar a ser, não há substitutos, o teu lugar, é o teu lugar”… será que isto já diz tudo? Creio que sim, quero acreditar que sim… nada nem ninguém se compara ao que me fazes sentir mesmo sem fazeres nada, só por ai, acho que fica tudo dito...

Funny… sempre que o tema é este, eu escrevo, escrevo, escrevo, e apetece-me sempre escrever mais… e mais…

Retirado do baú por mil e uma razões



Eis que chega o tão sonhado, aguardado e desejado. Esperança? Nenhuma… talvez por isso mesmo é que chegou esse grandioso acontecimento… desejado mais do que a própria vida, em cada sopro, em cada bater do coração, sonhado como sonho perfeito e inalcançável… isso era algo que não passava de um sonho, de uma imagem mais que perfeita, de uma fantasia que nunca ia ser realizada… isso era algo que não passava de algo desejado de corpo e alma, de coração, de pensamento, pró cara poro, por cada pedacinho de pele…
Era algo sonhado a cada noite, pensada a cada dia, mas cuja expectativa de acontecer era nula. E ai está, não havendo expectativa, a surpresa e alegria ainda se tornam bem maiores…
De volta ao inicio… eis que chega o tão sonhado… essa semana em que finalmente, ela poderá ser tudo, dar tudo, ter tudo, sem pensar em nada mais… as estrelas lá no céu não chegam a ter a beleza da pessoa que concedeu tal sonho, o mar não chega a ter nem metade do tamanho do amor que brota no peito dela, o mundo é demasiado pequeno para caber nele toda a alegria que ele lhe deu…
As borboletas que ela sentiu na barriga, meu Jesus santinho… isso é só de criança? Não não é, ela sentiu um monte de borboletas bem dentro dela, de cada vez que esperava, ansiosamente, pelo dia… a falta de forças que sentia no corpo todo, como se ele lhe tivesse sugado a alma, porque sim, a alma dela já não lhe pertencia, era dele, o coração dela já não lhe pertencia, era dele… e vistas bem as coisas, ele apenas ia receber tudo que era dele há já demasiado tempo, ia finalmente ficar com tudo que era dele, mesmo que esse ficar não fosse mais do uns dias, mas ia ficar com o que era dele…
Como as pernas tremiam, as mãos, como o coração acelerava, como a felicidade não cabia no peito! Ela só tinha medo de uma coisa: acordar. Sim, porque ela não acreditava, era bom de mais para lhe estar a acontecer, ela não queria que a acordassem desse sonho tão belo, tão perfeito, tão feliz…
E chegou o dia, o primeiro dia do resto da vida dela… entrou no carro que era conduzido pelo seu mais que tudo e seguiram viagem, para um mundo só deles, onde apenas eles entravam, em direcção a um sitio que nessa altura era só para eles, cujo dia era só para eles, cuja semana era só para eles…
É com misto de tristeza e alegria que se recorda de tal tempo… foi a melhor semana da vida dela, a mais intensa, a mais verdadeira, a mais pura, a mais tudo… nessa semana, pela primeira vez, sentiu-se verdadeira, sentiu-se completa, sentiu-se feliz, sentiu que finalmente estava no sitio certo, com a pessoa certa… não precisava de mais nada, qual Internet, qual telemóvel, qual outras pessoas, nada! Tê-lo a ele, ali, só para ela, poder passar o dia inteiro assim, só com ele, poder sentir que pelo menos ai, ela podia dar-se na totalidade como sempre desejou, e melhor que isso, podia tê-lo só para ela, naquele momento, naquele dia, naquela semana… ela realmente não precisava de mais, tinha tudo, mesmo ali, diante dos seus olhos…
Que semana maravilhosa, perfeita, inesquecível…
Já lá vãos uns anos, para não ser precisa nem entrar em pormenores que não interessam a quem não sabe deles…
“Sometimes I Think I’m Crazyyyyyy” (para ser mais clara)…
Tudo para responder ao porquê dela estar assim, a parecer mil e uma coisa, tipo indiferente ou sei lá mais o qeê, porque custa paletes de muito ver que uma nova semana está a acontecer, e não é ela que está com ele, não é ela que está nessa grande semana, não é com ela que ele vai partilhar todos os cadinhos do seu dia… e é inevitável recordar essa semana sem sentir saudade, sempre que uma semana assim chega…
Saudade, ciúme, tristeza, falta… dor, vontade, pensamentos…
Por um lado quer ser compreensiva, quer esquecer os pensamentos menos bons e egoístas, e espera de coração que tudo corra sempre pelo melhor, que ele sorria muito mesmo que ela não veja, que ele esteja bem e na plenitude dos seus, rodeado de amor e de quem lhe faz bem… mas por outro, a dor de não fazer parte, de não estar perto, de não ver… enfim…
Uma coisa eu sei… sei que ela, por muita porcaria que tenha na vida, hoje, amanhã, sempre, não interessa, pode orgulhar-se de dizer que teve uma semana em que esteve totalmente completa, totalmente feliz, numa felicidade que nunca mais poderá sentir, mas que ai, sentiu…
Pode até nunca mais sentir o gostinho de ter e ser na totalidade, mas pelo menos tem uma semana que define como perfeita, em que reforçou para si mesma a ideia de que jamais poderá estar assim com outro alguém, num outro sitio, porque aquela cumplicidade, aquele felicidade, aquele amor, só ali, só com ele, só assim…
Ela nunca mais vai sentir aquela coisa maravilhosa que sentiu bem lá dentro de si mesma, e isso custa, mas ter tido a oportunidade de se sentir assim, já é muito mais do que um dia poderia ter esperado.
É incrível como uma pessoa é capaz de tocar na alma de alguém, é capaz de fazer o coração sorrir, a felicidade alojar-se no peito, é como se não fossem duas pessoas, é como se fossem a continuação uma da outra, eram apenas um, na totalidade, na cumplicidade, na alegria, nas mil e uma coisas fantásticas…
Não há nem pode existir tal semana, tão completa, tão feliz, há no entanto essas recordações, da melhor altura da vida dessa miúda, que mesmo não tendo muito onde se agarrar, tem essa semana como a melhor semana da vida dela… com pena, sabe que nunca mais voltará a ter outra igual, pensar nisso provoca uma dor imensa, ainda para mais, sabendo que não está lá, não é ela que está lá, mas ninguém poderá apagar tudo que sentiu nessa semana…
Poderá nunca mais sentir-se assim, mas essa semana, fica no coração, como a melhor recordação de todos os tempos…
Porque com amor, tudo é mais belo, mais perfeito… não é preciso muito, apenas e só quem se ama, e acho que ai ela mostrou o quando amava esse menino… porque nunca se sentiu tão feliz e não foi preciso mais do que tê-lo perto dela…

Bata um olhar para sentir a cumplicidade que nunca mais encontrou fora dele, um sorriso para ver que nunca mais sentiu tanta felicidade a ver alguém sorrir… há coisas que não dão para explicar, mas quem sabe, quem sente, sabe tal e qual o que estou a dizer, assim espero…

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um dia fui… criança

Era uma vez uma menina sonhadora mas com os pés mais na terra do que era suposto na sua idade. Vagueava em sonhos, de uns para outros, mas sempre com a pequena sensação de estar a ir longe de mais, quando na verdade, estava simplesmente no inicio de tudo que podia sonhar. Não era como as outras meninas, que adoravam bonecas e passavam horas e horas a enfeitarem-se com a maquilhagem da mãe. Não, era uma menina mais para o “Maria rapaz”, destruidora, adorava destruir esses brinquedos que toda a gente dizia serem próprios para a idade. Talvez por aí já se delineava um traço da sua personalidade, o de “espírito de contrariedade” que tantos apontavam desde tenra idade. Sim, isso mesmo, bonecas? Servem para se arrancar cabeças, braços, pernas e tudo que der para arrancar. Maquilhagem? Serve para pintar em folhas, fazer corações e flores com batom, muito melhor do que borrar a cara. Cozinhas e coisinhas dessas? Para que servem? Para passar umas quantas horas a mudar as coisas de lugar, a tirar daqui e por ali? Não obrigada. Era assim a menina, era assim que ela via esses brinquedos, coisas que faziam perder o tempo, porque eram coisas que só se podia tirar de um sitio para por noutro, e ela não achava piada nenhuma a isso ou a falar sozinha com as bonecas como via as outras fazerem. Falar sozinha? Eu sou pequena, muito pequena, aprendi agora a falar, mas já consigo entender que falar sozinha não tem piada. Quer dizer, tem, mas não nesse sentido de “olá boneca, tudo bem?” e receber um silêncio como resposta. E depois essa coisa de levar a boneca a passear? De fazer de conta que se dá comida? De fazer de conta que dorme? Para “faz de conta” já basta a realidade, dos grandes, dos pequenos, de todo o mundo. A pequena, essa menina a quem muitos chamavam de irrequieta, de chata, de teimosa, era simplesmente uma garota que não gostava de fazer uso do seu tempo com brincadeiras que achava sem sentido. Preferia estar quieta (olha o sentido do irrequieta) a ver as borboletas, que antes eram aos molhos. Preferia ir a correr feita tola atrás dessas mesmas borboletas, sendo que se esquecia que era trapalhona e as esborrachava nas mãos sempre que tentava apanhar alguma. Preferia andar de bicicleta, quando já podia, a alta velocidade até cair, espatifar-se no chão, chorar baba e ranho, ficar com os joelhos ensanguentados, do que andar por aí de mãos dadas com um nenuco. Se calhar já sabia inconscientemente que a dor de um joelho ferido era uma dor fácil de suportar, comparando com outras dores que se sentem. Cresceu assim, sendo apontada desde o primeiro “gugu dada”, mas sempre ciente que essa diferença era aos olhos dos outros, e que fazer o que os outros queriam, só porque queriam, não dava em nada. O que diziam ser teimosia mostrou ser principio. De nada vale fazer algo que os outros querem, se nós não queremos, só para agradar, isso não é bom para o nosso Ser, e essa é uma lição que tirei dessa criança, dessa menina, porque crianças sim, têm muito para nos ensinar, se estivermos dispostos a aprender, porque nos esquecemos do que fomos, do que éramos, do que sentíamos quando éramos crianças, julgamos as crianças como “parvas” esquecendo que um dia, também passamos por lá, também fomos assim, na sinceridade absoluta que hoje em dia se chama de estupidez, na inocência que hoje em dia é sinal de parvoíce, na lealdade que hoje simplesmente já não existe. É fácil esquecer, é fácil julgar, é fácil falar mal, mas se pusermos o nosso cérebro a funcionar, vemos que apesar de tudo, a criança que éramos, não tem orgulho no adulto que nos tornamos, nesse Ser oco e banal, de tão pouco valor. Seremos otários por ter vergonha da criança que fomos, ou seremos otários por termos vergonha da criança que fomos um dia? Vergonha é perder-se neste mundo, perder o que tínhamos enquanto criança. Ninguém nasce mau, ninguém nasce falso, ninguém nasce traidor, isso são lições, dão ensinamentos, são coisas que vamos guardando. São exemplos que se segue. Em criança, limitamo-nos a seguir os bons exemplos, há medida que crescemos, uns continuam a seguir os bons exemplos enquanto que outros, enfim, seguem o mau, que é mais fácil, dá menos trabalho e além do mais, acaba por infelizmente ser menos diferente…

Sim, eu fui uma criança cheia de manias, tinha mania de não gostar de bonecas, de não gostar de brincar à apanhada com as outras miúdas. Eu fui uma crianças que não gostava de perder horas a pôr um nenuco a dormir. Fui uma criança que preferia ir correr lá para fora, que preferia ir esmagar formigas ou andar à “bulha” com abelhas. Preferia ir tapar os buracos dos tijolos com massa mesmo sabendo que a seguir ir levar uma tareia. Preferia pintar fora do desenho do que dentro. Preferia ir jogar ao “atira disco” com o meu irmão do que me sentar no sofá a ver televisão. Preferia ir jogar bilhar com o meu irmão, mesmo mal chegando à mesa, do que ir brincar com as barbies que a minha tia me dava. E sim, tenho todo o orgulho em dizer que fui essa criança, Maria rapaz, que preferia fazer algo mesmo sabendo que ia levar do que brincar a coisas que não me alegravam. E apesar de não ter tido uma infância que me traga saudade, sei que fui uma criança normal por dentro, ou seja, inocente, boa, leal, amiga, com amor no coração. Resta saber o que essa menina esquecida pensa da pessoa que sou hoje…

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Going Under



Afundando

Agora eu vou lhe dizer o que fiz por você
Eu chorei cinquenta mil lágrimas
Gritando, enganando e sangrando por você
E você ainda não vai me ouvir
Afundando

Não quero sua mão
Desta vez, eu me salvo sozinha
Talvez eu acorde enfim.
Sem ser atormentada diariamente
Vencida por você
Bem quando penso ter alcançado a superfície.
Eu estou morrendo de novo.

Eu estou afundando
Me afogando em você
Eu estou caindo para sempre
Eu tenho que me libertar
Eu estou afundando

Obscurecendo e confundindo a verdade e as mentiras
Assim, eu não sei o que é real e o que não é
Sempre confundindo os pensamentos na minha cabeça
Desse modo, não posso confiar em mim mesma
Eu estou morrendo novamente

Eu estou afundando
Me afogando em você
Eu estou caindo para sempre
Eu tenho que me libertar

Então, vá em frente e grite
Grite para mim, eu estou tão distante
Não serei magoada novamente.
Eu tenho que respirar
Não posso continuar afundando.

Eu estou morrendo novamente

Eu estou afundando
Me afogando em você
Eu estou caindo para sempre
Eu tenho que me libertar
Eu estou afundando
Eu estou afundando

Eu estou afundando



quinta-feira, 11 de julho de 2013

Então agora é assim...

Então agora é assim, de mim só vai existir o básico para os restantes membros da espécie humana. E quando digo básico, é mesmo o básico.
Estou cansada de dar mais de mim do que aquilo que as pessoas parecem merecer, e pior, estou farta que as pessoas julguem em vez de dar valor e virem sempre o jogo contra mim, mesmo que seja eu que tente sempre enquanto que os outros optam pelo mais fácil, ficar quieto à espera que as coisa caiam do céu...
Já disse várias vezes, o que cai do céu é a chuva!
Mas também não posso continuar a ser a única a mexer-me e ver todos os restantes quietinhos, à espera de receberem tudo que lhes queiram dar, mas sem fazer nada para oferecer algo de si também.
Egoísmo, facilidade, cegueira? Tudo isso e mais alguma coisa.
Na minha cabeça nunca vai entrar essa maneira de ser, essa maneira estranha aos meus olhos, a de não fazer nada para ter alguma coisa e ainda assim acharem-se no direito de achar que merecem mais. Ficarem quietos e acharem que merecem receber o céu e a terra. Não lutarem, não se mexerem, não tentarem, e ainda ter estômago para reclamar que a vida lhes dá pouco ou quase nada e pior, achar que o que recebem é muito pouco! Se não fazem nada para receber o que quer que seja deviam era ficar felicíssimos com o que vão recebendo.

Mas aqui a parvinha sempre acreditou que certas pessoas eram mais, seriam mais, iriam mostrar mais. Aqui a parvinha sempre achou que dando de mim, essas pessoas perceberiam o quanto estavam a ser estranhamente más por permanecerem quietas só a receber o que lhe sé oferecido. Aqui a parvinha acreditou, tentou, imaginou. 
Revolta-me profundamente dar de mim, esperar ver algo de outra parte, e ainda ser alvo de injustiças dolorosas, como se eu não dou que chegue, como se eu é que quero de mais, quando os outros se limitam a não fazer nada!
Para ter é preciso merecer, para receber também é preciso merecer, para se conquistar é preciso lutar! Ficar-se a um canto, quieto, à espera, não traz nada! Mas infelizmente há quem me veja como sendo eu a errada, só porque espero que as pessoas se mexam, mostrem, andem!
E sendo assim, já tendo esgotado, agora vou me juntar a esse clube, fico quieta, fico calada, fico na minha, só à espera de receber o que me quiserem dar, sem fazer grande caso disso. Eu não dou nada, só recebo. Eu não tento nada, espero que as coisas venham ter comigo. Eu não sou nada para ninguém, como têm feito questão de ser comigo. A partir de agora, aprendi a lição, se me falam eu apenas ouço sem comentar, se me procuram eu não ligo puto, se me querem por perto ou estou na banalidade de quem está só por estar, se me dão algo eu não vejo valor nenhum nem mostro dar qualquer importância a isso, se me tentam demover de algo eu passo-me da cabeça e entro em palavras fatais. Assim como acontece comigo, não mostro dar valor a nada, não tento nada, não luto por nada, fico-me apenas e só à espera, e quando algo chegar, ainda arranjarei forma de reclamar que é muito pouco. Afina, ficar à espera cansa!

Daqui a uns tempos veremos as conclusões que o povo vai chegar

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nem mais


Culpa?

"Podia ter feito alguma coisa"

"Como não percebi"

"Eu devia ter reparado"

Sentimento de culpa, muitos o têm por pura desatenção... frases dessas, da treta, mostram apenas e só o quanto as pessoas andam desatentas em relação aos outros...

Culpa não trará nada nem ninguém de volta...

As pessoas esperam que seja demasiado tarde, mas sendo demasiado tarde, reclamam como se fossem uns coitadinhos... mas nessa altura, quem não dorme com remorsos ou com sentimento de culpa? Muita coisa seria evitada se as pessoas não estivessem tão concentradas no seu próprio Ser e deitassem um olho mais atento a quem está em volta...

Mas depois surge "ela tinha razão, como eu não vi isso antes?". Como? Cegueira cruel, egoísmo, falta de interesse e atenção...

Ainda bem que existe esse sentimento de culpa, que com certeza derrete a alma das pessoas... os erros cruéis devem ser "castigados", sobretudo quando recebem vários avisos, A TEMPO, para que um dia esse sentimento não tome conta desses interiores cegos...




segunda-feira, 1 de julho de 2013

Eu e a minha banalidade assumida


Levei muito tempo a tornar-me o que sou. E quando digo muito tempo, é MUITO tempo mesmo. Não sou perfeita nem nada do género, mas orgulho-me de ter sabido escolher os exemplos a seguir, e não foi difícil retirar desses exemplos coisas para a vida.


Não precisei tentar ser e muito menos, fazer qualquer esforço, tudo foi muito natural, nada planeado. Só fui ingénua a pensar que outras pessoas o quisessem fazer também.
E sim, não nego que se sou o que sou, por dentro, da forma que sou, devo-o essencialmente a uma única pessoa, que quem me conhece sabe logo quem é. Porque não foram precisos comentários, não foi preciso tentativas, não foi preciso pedidos, bastou-me admirar, valorizar, ver e descobrir o quanto a pessoa é cativante e querer tê-la acima de tudo como exemplo a seguir.
Acho eu que se admiramos uma pessoa e vemos nela pormenores que nos fascinam, não é muito difícil tomarmos como nosso tudo que desejamos, se isso não fugir dos nossos princípios.
E eu vi tanta, tanta coisa bonita, tantos detalhes extraordinários, tanta coisa que eu pensava “porra, como é possível, eu também quero ser assim, também quero pensar assim”. Como uma criança quando diz que deseja ser bombeiro, futebolista, professor, quando for grande. Foram tantas as vezes que invejei esse Ser, o não ser como esse Ser. Foram tantas as vezes que apesar de não dizer, fiquei completamente derretida, às vezes em pormenorzitos que acredito que pouca gente se dá conta.
E modéstia à parte acho que retirei muito dai, acho que em muita coisa se sou como sou, e que me orgulho de ser, foi graças a esse convivência de perto, a esse privilegio de ter um exemplo que eu admirava. Muita coisa se alterou dentro graças a esse lado diferente do comum, e eu sei que há muita coisa que eu mudei, não no sentido literal, e também sei muito bem a quem devo isso.
Mas, apesar de todo esse meu orgulho por ter chegado aqui e apesar de nunca esconder quem me ajudou a tornar-me no que sou, a verdade é que as coisas chegaram a um estado em que o limite já foi ultrapassado, há muito. E não há estômago que aguente.
Por aí, e visto que eu não sou exemplo como foram para mim, visto que as pessoas são despreocupadas, desinteressadas, maliciosas, visto que as pessoas são como os burros, só olham para a frente, para um lado, visto que as pessoas são egoístas, visto que mudam do dia para a noite. Visto que as pessoas não são coerentes, o que são hoje, não são amanhã. Visto que não há quem saiba o quanto é importante o que eu aprendi, segurança, respeito, AMIZADE. Visto que as pessoas usaram e abusaram, chegou a hora de eu relaxar um bocado de mim mesma.
Volto a dizer, devo muito ao meu exemplo e até à data continua para mim no topo, coisa que digo não só de frente, mas principalmente nas costas, coisa que já me trouxe algumas discussões parvas. E esse meu exemplo que me desculpe por ter sido uma aluna fraca, mas desisto!


A partir de agora vou deixar de lado o meu verdadeiro Ser, até onde conseguir, vou pagar na mesma moeda. Infelizmente cheguei a uma conclusão que não queria chegar, as pessoas nunca vêem mal no que fazem até passarem pelo mesmo, e são bem capazes de não verem mal quando elas o fazem, mas quando alguém lhes faz a elas, já é uma coisa terrível.
E para meu bem, para o meu peito não continuar a ser sugado, vou ter de reverter-me à sociedade geral e banal, ser o que toda a gente é, ser igual, e como já disse, acredito que quem convive comigo vai chegar a uma altura que vai entender que foi um erro, um terrível erro, ter-me feito chegar a esse ponto. Não duvido que tornar-me igual será algo que pouca gente vai gostar.
Mas eu não sou um saco de boxe, não tenho que estar à disposição das pessoas, nem se quer tenho de aguardar pela boa ou má disposição das pessoas. Eu não tenho que aturar injustiças nem tenho de sentir tudo menos segurança. Não tenho de levar com tudo nas costas, de uma vez, e ainda ser acusada de não fazer mais que a minha obrigação. Não posso estar bem hoje sabendo que amanhã poderei estar mal. Não posso continuar a tolerar faltas de respeito que ninguém vê ou fazer caso de coisas que os outros vêem como banais, porque quem sofre com isso sou eu. Não posso continuar a deixar que brinquem com o que eu sou só porque se acham no direito de o fazerem. Não posso continuar a aceitar que quem me fala bem hoje, amanhã já entre numa onda de palavras duras, frias, manipuladores, dolorosas, só porque ouviu algo que não lhe agradou. Não posso aceitar que as pessoas digam que adoram sinceridade e depois não estejam dispostas a recebe-la, que quando a recebem entrem em bombardeamentos de palavras em vez de admirar essa mesma sinceridade. Não posso continuar a esperar das pessoas. Não posso continuar a pôr-me a jeito. 
Eu tentei, tentei mesmo, que as pessoas, as que me interessam claro, vissem as coisas de outra forma, mais parecida com a minha. Mas se as pessoas insistem em ver de outra forma, da mais fácil, da mais banal, então eu desisto, bora lá ver as coisas por esse lado, não querem entrar na minha, eu entro na vossa.
Há princípios que não perco, isso garanto, mas há muita coisa que as pessoas vão sentir falta, e pior, quando perceberem que o que lhes falta é exactamente o que eu insisti tempo de mais para lutarem para ter.
Meto as minhas mãos no fogo em como as pessoas vão reclamar de eu ter mudado e de sentirem falta de coisas muito específicas e só aí se vão aperceber que essas coisas muito especificas são as tais coisas que eu sempre tentei que essas pessoas tivessem comigo e que tanto levaram a mal.
Se as pessoas se recusam a entender, a ver como eu, então só me resta ser eu a ver como elas, e é isso que vou fazer.
Se as pessoas não são para mim, porque hei-de continuar a ser para elas? Não são mais que eu. Então vamos nessa, na banalidade, no facilitismo, no normal, no geral, no igual a todo o mundo.
Melhor, agora sou como todo o mundo, tenho duas caras. A mais verdadeira e sentida, que uso com quem sei que dá valor, e a banal, que uso com quem me fez chegar a este ponto.
E há uma certeza que levo comigo, sei bem a quem recorrer caso me sinta idiota nessa merda de generalidade (desculpem a palavra), e sei que esse recurso NUNCA me falhará, ao contrário de muita outra coisa



E saber que tudo isto foi graças a quem me devia dar motivos para eu ser como sou e não o contrário, que tudo isto me levou ao limite por pormenores que até dói pensar… mas que assim seja. Não posso exigir que mudem por mim, resta-me adaptar-me à minha maneira

sexta-feira, 28 de junho de 2013

,,,,

Há já muito tempo, meses, anos, que não tinha esta vontade ENORME de fazer a merda que fiz em tempos antigos... medo, muito medo desta vontade de voltar a fazer algo que apesar de tudo, ainda me dava algo bom... Receio de não conseguir aguentar esta vontade que me anda a amedrontar de tão forte que é... enfim, a ver se a coragem é igual à vontade... estranho, muito estranho

terça-feira, 25 de junho de 2013

Adelaide Ferreira - Há quanto tempo

Eu...
Sei que esperar em vão doi mais do que ouvir um não,
sim é pior do que viver numa ilusão é ter um vazio que nos
enche até ao fim da escuridão...
Eu sei que sonhar em vão é mais cruel do que a dor,
é como o fogo que consome o próprio amor,
assim queimando as cinzas de um sonho bom,
que ficou para trás
Refrão:
-Á quanto tempo eu espero
-Á quanto tempo eu estou aqui
-Á quanto tempo eu choro
-Á quanto tempo não sei de ti
-Á quanto tempo eu grito
-Á quanto tempo eu penso em ti
Mesmo que a razão seja mais do que a sempre foi p'ra mim...
Eu sei que o futuro está presente longe de mais,
sim continuar a procurar n adianta mais,
assim prefiro que o tempo encontre alguém,alguém por mim...
Refrão:2x
Mesmo que a razão seja mais...
Mesmo que a razão seja mais do que sempre foi p'ra mim


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Olhar



Aquele olhar, aquele único e simples olhar, que me fez balancear novamente, quase cair numa queda a pique em mim mesma, que me fez gelar, que me fez tremer, que me fez sentir perder forças… porquê? Porquê esse olhar agora?
Olhar que faz parar o tempo, que faz sentir borboletas no peito, na barriga. Há tanto tempo que não via esse olhar, que não o sentia em mim, que não me sentia totalmente penetrada pelo olhar que tanto me fascina desde o primeiro.
Há tanto, tanto tempo que não o via, só não entendo porque veio agora, porque esse olhar se fez notar agora?
É o tal olhar que me faz tremer nas decisões, nas opiniões, nas vontades, nas crenças. Olhar que me faz esquecer as certezas, ver o certo como menos certo, perder a consciência do que prometi ao meu peito.
Porquê? Porquê esse olhar logo agora?
Um olhar que não aparece há séculos, que raramente vi, que depois de tanto e tanto tempo, inesperadamente apareceu. E pela surpresa de o ver ainda mais paralisada fiquei, porque não contava, não esperava, não podia imaginar voltar a ver e sentir esse olhar que me faz sentir a espinha percorrida por uma sensação que só aparece única e simplesmente com esse olhar…
E para que ando eu a fazer o esforço de nem se quer olhar? Hein? Só há uma pergunta que não quer calar: será reciproco? Será que tem o mesmo impacto?


Esse olhar… que talvez quem o lança nem se dá conta… ou talvez dá, não importa, o que importa é que só eu sei o efeito que esse olhar, esse especifico, tem em mim.. só eu

Se a sociedade não se molda a mim, resta-me ser eu a moldar-me perante a sociedade

Ando a pensar muitas vezes numa coisa que me foi dita, e apesar de não ter concordado na altura, imagino como será mais fácil olhar para as coisas por esse prisma. Assim sendo, cada vez mais me aproximo dessa visão que me foi transmitida, e nesse contexto, as decisões presentes e futuras poderão vir a ser tomadas por aí. Ideias não me andam a faltar de facto.
Posso não saber as palavras letra a letra, posso não saber onde está a virgula e onde não está, mas a ideia que retive foi: “o mais importante é sermos amados, mais do que amarmos, termos quem nos ame e respeite é mais importante do que nós amarmos”.
Sem dúvida que se quem o disse acredita nisso muita coisa fica explicada na minha cabeça.
Mas como raio se pode estar só porque somos amados? Só porque nos fazem sentir bem? E o resto? E o que nós sentimos não interessa? Adiante, depois de muito pensar nessa constatação e de perceber que afinal até consigo viver minimamente dessa forma, percebo o quanto é mais fácil acomodarmo-nos se deixarmo-nos ficar. É bem mais fácil ficarmos por algo que não dá trabahinho nenhum e que ainda por cima nos traz algumas coisas boas do que andarmos por ai feito batatas a lutar. Lutar? Isso é coisa demasiado complicada. Fácil é ficarmos com quem nos ama, o resto não faz diferença.
É tão mais simples optarmos pelo caminho mais fácil, tendo quem nos ama é fácil sentirmo-nos bem, embora não completos, e esse facilitismo faz-nos entrar na onda do comodismo, coisa que até agora não aceitava.
Mas é a única explicação para ver tanta gente optar sempre pelo caminho mais fácil, é mais fácil ficarmos pelo que temos sabendo que é certinho e que não sai dali do que sairmos por ai à luta sem saber o resultado final. Mais vale ficar com o certo do que lutar pelo incerto, mesmo que seja esse incerto que nós desejamos dia e noite.
Odeio, repugna-se essa ideia e idiotismo de facilidade, no entanto, virei não só idiota como começo a achar que parva sou eu por ainda achar que é preferível o que queremos mesmo que isso acarrete muita luta, e mesmo que isso no final nem aconteça.

Isto muito resumidamente, disseram-me, eu ouvi, calei, pensei, e chego à conclusão que se todos conseguem viver no mais fácil, no mais simples, no “o que importa é ser-mos amados”, então eu também consigo, eu também sou capaz de me moldar à nossa bela sociedade

My Heart Is Broken - Evanescence




terça-feira, 28 de maio de 2013

A bater mal já estou

Tenho receio de estar a ver as coisas exactamente como elas são: vocês só vão dar conta quando eu enlouquecer de vez, quando vocês me fizerem enlouquecer de vez! E depois????? Não me dêem tréguas não, depois queixem-se. Estou farta desta bodega toda. Só posso dizer que não estou a exagerar nem um cadinho quando digo que estou mesmo a começar a BATER MUITO MAL, não foi por falta de tentativas em contrário, mas se em vez de ajudarem só me fazem sentir pior em merdinhas que até dá vergonha de imaginar, depois no resultado havemos de ver. É muito pedir que mantenham o minimo de coerencia, está mais que visto. Mas se não dá para que os pormenores não existam, esses pormenores, então eu levanto mãos ao tecto e F**** para esta cena toda. Se sou o que sou, se cheguei onde cheguei, não foi por culpa minha e cada qual leva com as suas consequências quanto a isso. É o que tenho a dizer por agora

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cruzes credo canhoto e por ai ou mais


Toca o despertador e os olhos não querem abrir… não, não é sono, estou bem acordada, é pouca vontade de ir para onde o destino me irá levar… de olhos fechados, o dia passa-me pela mente, como recordação, como se fosse de noite e eu estivesse a recordar o dia que passou… sim, porque é o mesmo, pormenor aqui ou ali, mas o resumo é praticamente igual.
Então vejamos, assim que ganhar coragem para enfrentar o pesar do meu peito, finalmente ponho-me a pé, limitando-me a deambular tipo morta-viva, vencida pelo cansaço acumulado de uma rotina que não é escolha minha… o intervalo entre isso e sair de casa fica de fora, não interessa…
Saindo de casa esperam-me esses longos 22 kms, que à partida podem parecer coisa pouca, não fosse a minha vontade consumida, parecendo-me uma longa viagem.
Percorridos esses kms chego ao meu ponto de chegada e partida.
Aí, tenho de chegar na incerteza de disposição alheia, apesar do enjoo de tudo igual, sempre e sempre as mesmas caras, cujos traços já os conheço até há mais escondida ruga, salvo pequenitas excepções que não causam enjoo, por enquanto…
Aqui, ora faço qualquer coisa, ora passo o dia a olhar para o boneco, diria a coça-los mas deixo isso para quem os tem, que aliás, fartam-se de o fazer… e tomar banho não? Essa vontade louca de se coçarem com certeza passará… ah não, desculpem, têm tanta vontade de fazer alguma coisa de útil quanto eu…
A vontade de fazer o que supostamente devia fazer evaporou-se faz tempo, juntamente com tudo que o meu peito tinha lá dentro, foi nessa altura que o meu coração desistiu do mundo e das pessoas que até aí eram mais… “o coração foi feito para bater, não para apanhar”, e o meu cansou-se de ter sempre o oposto…
Adiante, voltando ao tema, venho para aqui apenas e só para marcar presença, na esperança que não dêem por mim. Olha a incoerência, marcar presença esperando que a presença não seja notada, vê se pode.
E fico basicamente à espera da hora de partida, para mais esses 22kms ao inverso, para ir a casa comer, dormir (engraçada essa de dormir) e esperar pelo dia seguinte, que como já se entendeu, é no fundo, ler isto tudo de novo.
Calha bem, o livro da minha vida é rápido de se escrever, cá está ele, se quisesse escrever um diário bastava copiar e colar isto (como as pessoas fazem para testes e afins) em várias paginas, alterando tão somente… a data…

E venho eu, de um jejum de escrita de tanto tempo, para escrever sobre rotina só por si cansativa e desprovida de qualquer apontamento positivo… isso menina, mete o dedo na ferida para ela abrir mais, oh sua sadomasoquista 

sexta-feira, 10 de maio de 2013

October

October

I can't run anymore,
I fall before you,
Here I am,
I have nothing left,
Though I've tried to forget,
You're all that I am,
Take me home,
I'm through fighting it,
Broken,
Lifeless,
I give up,
You're my only strength,
Without you,
I can't go on,
Anymore,
Ever again.


My only hope,
(All the times I've tried)
My only peace,
(To walk away from you)
My only joy,
My only strength,
(I fall into your abounding grace)
My only power,
My only life,
(And love is where I am)
My only love.


I can't run anymore,
I give myself to you,
I'm sorry,
I'm sorry,
In all my bitterness,
I ignored,
All that's real and true,
All I need is you,
When night falls on me,
I'll not close my eyes,
I'm too alive,
And you're too strong,
I can't lie anymore,
I fall down before you,
I'm sorry,
I'm sorry.


My only hope,
(All the times I've tried)
My only peace,
(To walk away from you)
My only joy,
My only strength,
(I fall into your abounding grace)
My only power,
My only life,
(And love is where I am)
My only love.


Constantly ignoring,
The pain consuming me,
But this time it's cut too deep,
I'll never stray again.


My only hope,
(All the times I've tried)
My only peace,
(To walk away from you)
My only joy,
My only strength,
(I fall into your abounding grace)
My only power,
My only life,
(And love is where I am)
My only love,
My only hope,
(All the times I've tried)
My only peace,
(To walk away from you)
My only joy,
My only strength,
(I fall into your abounding grace)
My only power,
My only life,
(And love is where I am)
My only love

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Evanescence - Lies


Bound at every limb
By my shackles of fear
Sealed with lies through so many tears
Lost from within, pursuing the end
I fight for the chance to be lied to again

You will never be strong enough
You will never be good enough
You were never conceived in love
You will not rise above

They'll never see, I'll never be
I struggle on and on to feed this hunger
Burning deep inside of me

But through my tears breaks a blinding light
Birthing a dawn to this endless night
Arms outstretched awaiting me
An open embrace upon a bleeding tree

Rest in me and I'll comfort you
I've lived and I died for you
Abide in me and I'll vow to you
I will never forsake you

They'll never see, I'll never be
I struggle on and on to feed this hunger
Burning deep inside of me

They'll never see, I'll never be
I struggle on and on to feed this hunger
Burning deep inside of me

Rest in me, I'll comfort you
I have lived, I died for you
Abide in me, I'll vow to you
I will never forsake you

They'll never see, I'll never be
I struggle on and on to feed this hunger
Burning deep inside of me