quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cruzes credo canhoto e por ai ou mais


Toca o despertador e os olhos não querem abrir… não, não é sono, estou bem acordada, é pouca vontade de ir para onde o destino me irá levar… de olhos fechados, o dia passa-me pela mente, como recordação, como se fosse de noite e eu estivesse a recordar o dia que passou… sim, porque é o mesmo, pormenor aqui ou ali, mas o resumo é praticamente igual.
Então vejamos, assim que ganhar coragem para enfrentar o pesar do meu peito, finalmente ponho-me a pé, limitando-me a deambular tipo morta-viva, vencida pelo cansaço acumulado de uma rotina que não é escolha minha… o intervalo entre isso e sair de casa fica de fora, não interessa…
Saindo de casa esperam-me esses longos 22 kms, que à partida podem parecer coisa pouca, não fosse a minha vontade consumida, parecendo-me uma longa viagem.
Percorridos esses kms chego ao meu ponto de chegada e partida.
Aí, tenho de chegar na incerteza de disposição alheia, apesar do enjoo de tudo igual, sempre e sempre as mesmas caras, cujos traços já os conheço até há mais escondida ruga, salvo pequenitas excepções que não causam enjoo, por enquanto…
Aqui, ora faço qualquer coisa, ora passo o dia a olhar para o boneco, diria a coça-los mas deixo isso para quem os tem, que aliás, fartam-se de o fazer… e tomar banho não? Essa vontade louca de se coçarem com certeza passará… ah não, desculpem, têm tanta vontade de fazer alguma coisa de útil quanto eu…
A vontade de fazer o que supostamente devia fazer evaporou-se faz tempo, juntamente com tudo que o meu peito tinha lá dentro, foi nessa altura que o meu coração desistiu do mundo e das pessoas que até aí eram mais… “o coração foi feito para bater, não para apanhar”, e o meu cansou-se de ter sempre o oposto…
Adiante, voltando ao tema, venho para aqui apenas e só para marcar presença, na esperança que não dêem por mim. Olha a incoerência, marcar presença esperando que a presença não seja notada, vê se pode.
E fico basicamente à espera da hora de partida, para mais esses 22kms ao inverso, para ir a casa comer, dormir (engraçada essa de dormir) e esperar pelo dia seguinte, que como já se entendeu, é no fundo, ler isto tudo de novo.
Calha bem, o livro da minha vida é rápido de se escrever, cá está ele, se quisesse escrever um diário bastava copiar e colar isto (como as pessoas fazem para testes e afins) em várias paginas, alterando tão somente… a data…

E venho eu, de um jejum de escrita de tanto tempo, para escrever sobre rotina só por si cansativa e desprovida de qualquer apontamento positivo… isso menina, mete o dedo na ferida para ela abrir mais, oh sua sadomasoquista 

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