O meu coração quer falar-te
Novembro 2011
Hoje é um daqueles dias em que não tenho a mínima capacidade de ocultar, de tentar minimizar, esconder ou simplesmente fazer fita…
Novembro 2011
Hoje é um daqueles dias em que não tenho a mínima capacidade de ocultar, de tentar minimizar, esconder ou simplesmente fazer fita…
Não quero calar, não quero
guardar dentro feito túmulo fechado, não quero continuar com dor no coração e
sorriso na cara...
Eu não sou, nunca fui, e nunca vou ser, um exterior… eu sou o meu próprio conjunto, dentro e fora, sendo que fora apenas espelha ou não o que vai dentro… todos nós envelhecemos, ganhamos rugas, ficamos feios ou ainda mais feios, o tempo trata de nos tirar os traços e altera-los consoante a idade, todos nós, os que se acham bonitos, feios, gordos ou magros, acabamos por ficar diferentes, cheios de rugas desde a testa à ponta do pé, todos envelhecemos e ficamos com as marcas desse envelhecimento… e aqueles que olham para o exterior, devem esquecer-se que aquela “boazona” ou aquele “pão”, mais tarde ou mais cedo, acaba por ficar completamente ao contrário, aquele pão deixa de o ser, aquela “gaja boa” deixa de o ser… então porque car**** insistimos nessa treta estúpida de olhar para o exterior? Sabendo que muda, que inevitavelmente muda, que podemos lutar contra tudo, menos contra isso...
Isto foi apenas uma introdução… quiçá, sem sentido ou nexo sobre o resto que vou dizer, mas é minha, é meu, foi escrito por mim… para mim faz sentido, e só isso me importa…
Eu não sou, nunca fui, e nunca vou ser, um exterior… eu sou o meu próprio conjunto, dentro e fora, sendo que fora apenas espelha ou não o que vai dentro… todos nós envelhecemos, ganhamos rugas, ficamos feios ou ainda mais feios, o tempo trata de nos tirar os traços e altera-los consoante a idade, todos nós, os que se acham bonitos, feios, gordos ou magros, acabamos por ficar diferentes, cheios de rugas desde a testa à ponta do pé, todos envelhecemos e ficamos com as marcas desse envelhecimento… e aqueles que olham para o exterior, devem esquecer-se que aquela “boazona” ou aquele “pão”, mais tarde ou mais cedo, acaba por ficar completamente ao contrário, aquele pão deixa de o ser, aquela “gaja boa” deixa de o ser… então porque car**** insistimos nessa treta estúpida de olhar para o exterior? Sabendo que muda, que inevitavelmente muda, que podemos lutar contra tudo, menos contra isso...
Isto foi apenas uma introdução… quiçá, sem sentido ou nexo sobre o resto que vou dizer, mas é minha, é meu, foi escrito por mim… para mim faz sentido, e só isso me importa…
Introdução de certo modo curta, pelo muito que poderia dizer,
mas de ideia fixa e com contexto bastante claro… aliás, só não percebe quem não
quer, e gente dessa, que não quer perceber, sei que está o mundo cheio...
Mas voltando ao inicio, ao antes da introdução, tanta coisa para dizer que hoje vou directa ao assunto, sem rodeios, sem panos quentes nem frios, sem omissões, sem desenrolares que não levam a lado nenhum, e acabei por fazer tudo ao contrário em poucas linhas!
Retomo agora a ideia, serena e com calma, leve num espírito que a mim não pertence, atenuada e ressacada com a dor que me percorre a alma, que me faz sentir arrepios daqueles denominados “a morte a passar”, numa paz que o meu coração sente, e pelo simples motivo de que ele já não é meu, eu não exagerei quando disse que o entreguei às mãos de outro alguém que não eu, e depois de entregar algo como isso, a fonte da vida, o que mantém a vida, o que faz respirar, após entregar, não há hipótese de retorno, não à volta a dar, não o posso simplesmente pedir de volta, porque a mim já não pertence… o dono dele, tem a hipótese de o querer ou não, se o quiser, óptimo, sei que cuidará bem dele, se não o quiser, acarreta com ele levemente, sem dar por ele porque também tem essa coisa de saber ser discreto, mas meu, já não é… de qualquer das formas, para o melhor e para o pior, sei que o “meu” coração, está em boas mãos, e isto sim, digo-o sabendo do que falo…
Mas voltando ao inicio, ao antes da introdução, tanta coisa para dizer que hoje vou directa ao assunto, sem rodeios, sem panos quentes nem frios, sem omissões, sem desenrolares que não levam a lado nenhum, e acabei por fazer tudo ao contrário em poucas linhas!
Retomo agora a ideia, serena e com calma, leve num espírito que a mim não pertence, atenuada e ressacada com a dor que me percorre a alma, que me faz sentir arrepios daqueles denominados “a morte a passar”, numa paz que o meu coração sente, e pelo simples motivo de que ele já não é meu, eu não exagerei quando disse que o entreguei às mãos de outro alguém que não eu, e depois de entregar algo como isso, a fonte da vida, o que mantém a vida, o que faz respirar, após entregar, não há hipótese de retorno, não à volta a dar, não o posso simplesmente pedir de volta, porque a mim já não pertence… o dono dele, tem a hipótese de o querer ou não, se o quiser, óptimo, sei que cuidará bem dele, se não o quiser, acarreta com ele levemente, sem dar por ele porque também tem essa coisa de saber ser discreto, mas meu, já não é… de qualquer das formas, para o melhor e para o pior, sei que o “meu” coração, está em boas mãos, e isto sim, digo-o sabendo do que falo…
Bem, vamos lá ver se mais ninguém me interrompe com coisas
banais, papeis, cartas, e mil e uma porcarias que não fazem grande diferença,
para conseguir levar uma ideia até ao fim… se não, começo uma frase e
esqueço-me do que ia dizer no final!
O que me trouxe aqui, após este tempo de “jejum”, foi algo bem mais forte que eu, algo que não depende de uma vontadezinha, de um capricho, de um mimo, algo que não depende de mim, do que acho, penso ou quero, não depende de mim nem é algo que simplesmente sinto porque me apetece, porque acho bem, porque me parece melhor ou pior… há coisas que a razão não muda, coisas que o pensamento não afasta, coisas que se sentem e ponto final… não é questão de querer, de pensar que é assim que deve ser, são coisas que não se controlam…
O que me trouxe aqui, após este tempo de “jejum”, foi algo bem mais forte que eu, algo que não depende de uma vontadezinha, de um capricho, de um mimo, algo que não depende de mim, do que acho, penso ou quero, não depende de mim nem é algo que simplesmente sinto porque me apetece, porque acho bem, porque me parece melhor ou pior… há coisas que a razão não muda, coisas que o pensamento não afasta, coisas que se sentem e ponto final… não é questão de querer, de pensar que é assim que deve ser, são coisas que não se controlam…
E eu não controlo o que vai dentro, não controlo esta ânsia
louca de te querer perto de mim, bem juntinho a mim… não controlo a vontade
avassaladora de sentir os teus braços em meu redor, num abraço que só em ti
encontro, naquele abraço que sempre disse ser mágico… eu posso ter feito e dito
muita burrice, mas nisso nunca… já provei outros abraços, em todas essas
alturas por algum propósito, mas nenhum se compara ao teu, nenhum tem
comparação, porque o teu não é só um abraço, é O ABRAÇO… aquele que me alivia o
peito, que me acalma toda a dor, que me faz sentir segura e dona do mundo,
aquele que me faz estremecer por dentro, que acelera o coração que já não é
meu, aquele que me faz sentir que ninguém me pode fazer mal porque tu estás lá,
aquele que me faz sentir intocável, feliz… sem qualquer dúvida, podendo parar o
tempo a meu favor, seria nesse preciso instante… nada mais me faria falta,
apenas o teu abraço, o teu toque, a tua presença, sentir-te assim, só, até as
pernas ficarem sem forças, até deixar de sentir os braços, horas e horas, dias
e dias, só tu e o teu abraço… há coisas que não dão para explicar, temo que
mesmo que continue a falar do que me está a correr as veias, jamais conseguirei
dizer uma linha que se aproxime do que vai dentro, mas uma coisa tenho a
certeza, o olhar não mente… e eu sei que os meus olhos só brilham, só sorriem,
quando tu estás presente, quando és tu… ainda agora, estive eu fora durante
algum tempo, fiz das tripas coração para não te procurar, tentei provar a mim
mesma que era capaz de te deixar minimamente sossegado, e na véspera de voltar,
bem, a ansiedade não me largava, a vontade de voltar era tão forte, mas tão
forte! Ninguém imagina o quanto me senti feliz por regressar, por muito
ridículo que possa parecer… eu só pensava na hora de abrir a porta e dar de caras
contigo, juro pela minha saúde (embora não seja grande coisa) que só me passava
isso pela cabeça… esperar que o elevador chegasse, coisa de 1 minuto se tanto,
foi penoso, parecia que o tempo tinha parado, parecia uma eternidade, e depois
desilusão, não estavas… ai sim, senti que o coração ia disparar na dolorosa
sensação de não te ver após tanto tempo de ansiedade...
Sabia perfeitamente que não me ias falar, que não me ias sorrir, que não me ias receber como noutros tempos, mas saber que te ia ver, que te ia poder olhar, mesmo que não passasse disso, seria sem dúvida, o momento perfeito para mim...
Não tens noção do quanto permaneceste firme na minha cabeça, no meu coração, nos meus dias, em tudo… confesso que isso me tornou, como sempre, de certo modo “injusta” para todos os restantes “companheiros”… falo aqui de quem esteve comigo, desde o amigo ao colega, porque eu não conseguia prestar atenção a nada, não conseguia manter uma conversa longa, não conseguia concentrar-me, porque a falta que me fazes, faz-me parecer que nada faz sentido… não é à toa que vim de propósito à cidade só para te ver 5 minutos… já te tinha dito isso, sei que sim, mas sem ti, nada faz sentido… acredita que não é exagero, é pura realidade… e tive mais uma prova disso… pus a hipótese de me afastar uns tempos, como fiz, porque pensei que isso poderia trazer algo menos pesado… e o único resultado que obtive foi a certeza que já tinha, não dá para estar longe de ti...
Mesmo em silêncio, mesmo que estejas cá sem estar (percebeste), mesmo que não me fales, mesmo que não estejamos juntos, mesmo que as coisas sejam como são, mesmo sem ter a tua presença naqueles momentos simples como um cigarro, mesmo sem te poder olhar nos olhos, mesmo sem te ver sorrir, mesmo sem conversarmos, mesmo com tudo isso, ter-te aqui perto, ver-te por aqui, sentir a tua presença perto, sentir que estás aqui, faz toda a diferença, toda...
Eu não consigo desviar a atenção ou o pensamento, porque desde cedo, foste tu que me prendeste a atenção… não é obsessão nem nada nesses termos… mas em ti encontrei e senti sempre coisas tão bonitas, de tanto valor, de tanta simplicidade bela… nunca senti, com ninguém, em outro lugar, coisas como quando te vejo por perto… eu disse que não conseguia explicar, o que eu sei é que fazes a diferença, quer seja por ouvir o tom da tua voz, queria seja por te ver passar à minha frente, quer seja quando me presenteias inesperadamente com coisas que me fazem palpitar de alegria, quer quando te ouço suspirar (adoro quando fazes isso), quer seja quando o meu olhar te alcança mesmo quando se tenta desviar, quer seja quando apanho o teu sorriso… cada pormenorzinho, cada partícula minúscula, tudo, faz toda a diferença em mim, para mim...
Percebi que afinal tinha mesmo razão… não me adianta andar a enganar-me a mim mesma, a achar que tudo está bem quando não estou aqui, não adianta fingir que estou igual a sempre, não adianta tentar não pensar, tentar não sentir… porque a verdade é que quando não estás por perto, tudo muda...
Senti-me tão vazia, tão perdida, tão sem sentido nestes dias… foi uma coisa que custou tanto, sentir-me assim dentro, sem nada que fizesse valer o dia, nada que fizesse valer acordar, nada que tivesse sentido ou sabor, nada que me fizesse olhar e pensar “isto sim, vale a pena”...
E agora, tudo mudou, tudo voltou ao normal… e não preciso de grande coisa… ouvir o barulhinho do agrafador, das folhas que organizas tão profissionalmente, ouvir o pousar das tuas canetas pesadas, as rodas da cadeira… coisas tão pequeninas, mas que me alegram tanto cá dentro… e não é pelos barulhos, como bem sabes, é por seres tu, é por saber que és tu, é por saber que independentemente de tudo, estás a uns passos de mim...
Agora sim, vale a pena acordar, vale a pena vir para o meio das avestruzes, vale a pena correr e saltar se for preciso, vale a pena andar a correr de manha, vale a pena ouvir umas quantas parvoíces alheias, vale a pena apanhar secas, vale a pena ouvir os outros calada para não explodir, até vale a pena stressar com os montes de coisas que me deixam na secretária… e porquê? Simples, muito simples… porque sei que aconteça o que acontecer, enquanto estiveres a estes passos de distância, mesmo que não me procures e eu não te procure a ti directamente, sei que estás, e isso faz toda a diferença, faz tudo valer a pena… e eu procuro-te tantas vezes sem que te dês conta, já me acalmei tantas vezes graças a ti sem que te apercebesses, já respirei fundo e ergui a cabeça graças à tua presença… em todo e qualquer momento, tens feito a diferença, na minha vida dentro e fora daqui, e isso, não faço qualquer questão de esconder...
Aqui, basta olhar para ti quando posso, basta ouvir o som que fazes na tua sala, basta ver-te passar (paisagem maravilhosa), basta ouvir-te discutir com aqueles engenheiros de obras feitas, basta coisinhas assim… e fora, nas conversas da treta desligo o fusível e penso nas nossas conversas mais atabalhoadas como a do Nuno Gomes ou do Rui Jorge, nas companhias da borga penso nas vezes que íamos tomar café após o almoço, em todo e qualquer momento, tenho algo contigo para reviver, a às vezes parece mesmo que viajo no tempo, parece mesmo que estou a viver tudo outra vez...
Neste tempo em que estive “fora”, recordei tanta coisa, tantos pormenores pequeninos mas bons, óptimos… houve apenas um que me doeu, que me custou, porque mesmo achando estúpido, comparei, e a comparar, senti-me totalmente no oposto… como se fosse do paraíso ao inferno, como se tivesse vivido essas duas épocas assim, tão distantes uma da outra… como é óbvio, falo desse outro tempo em que estive fora daqui, acompanhada...
Mas uma coisa também é certa, tive muito tempo para pensar, demais até… pus as ideias no lugar, pensei em tudo, passo a passo, o que aconteceu, o bom e o mau, o que vivi, o que senti, o que esperei, o que tive, tudo, ao pormenor… e após recordar cada detalhe, cada sorriso e cada lágrima, cada pequeno e grande pormenor, definitivamente só me surgiram as seguintes palavras na cabeça “eu tinha razão, sempre tive, só com ele por perto sou capaz de me sentir bem, só com ele perto me sinto completa, só quando o vejo é que as coisas fazem sentido, só o facto de o ver, tudo faz sentido e vale a pena”… e por isso, alterando algo que já tinha dito, todo e qualquer dia vale a pena pelo simples facto de te poder ver, de ter o privilegio de te ver de perto… porque mesmo que me tirem tudo, mesmo que já não tenha tudo que um dia tive (falo em coisas como a partilha de uma pausa e assim), mesmo sem nada disso, o facto de ter a sorte de te continuar a ver, faz toda a diferença no meu peito...
Aqui podia falar de toda a barbaridade atroz que fiz, e principalmente, que disse… mas também espero que lá no fundo saibas o porquê… para além do que te disse, inveja, revolta por mim mesma e tudo mais, sabes, melhor que ninguém, que nunca quis nada para mim, nunca desejei nada para mim, nunca pensei muito no que queria para mim… em toda a minha vida, para além do meu sonho de crianças, desejei apenas e só uma coisa… sabes que sim, quis com a própria vida uma única coisa, e saber que jamais me pertenceria, como deves imaginar, tirou-me muitas vezes de mim mesma… sempre achei demasiado cruel, desejar unicamente uma coisa, e há primeira vez que de facto quero algo, pela primeira vez que sinto que preciso de algo, que desejo mais que tudo, é-me negado pelas leis da vida… é algo demasiado forte para conseguir lidar, pelo menos para mim… nunca quis nada, e quando finalmente encontro algo que me leva a dar a vida se fosse preciso, vejo que não posso… é de me por louca, como aconteceu várias vezes… não é justificação para nada, mas é de coração…
Sabia perfeitamente que não me ias falar, que não me ias sorrir, que não me ias receber como noutros tempos, mas saber que te ia ver, que te ia poder olhar, mesmo que não passasse disso, seria sem dúvida, o momento perfeito para mim...
Não tens noção do quanto permaneceste firme na minha cabeça, no meu coração, nos meus dias, em tudo… confesso que isso me tornou, como sempre, de certo modo “injusta” para todos os restantes “companheiros”… falo aqui de quem esteve comigo, desde o amigo ao colega, porque eu não conseguia prestar atenção a nada, não conseguia manter uma conversa longa, não conseguia concentrar-me, porque a falta que me fazes, faz-me parecer que nada faz sentido… não é à toa que vim de propósito à cidade só para te ver 5 minutos… já te tinha dito isso, sei que sim, mas sem ti, nada faz sentido… acredita que não é exagero, é pura realidade… e tive mais uma prova disso… pus a hipótese de me afastar uns tempos, como fiz, porque pensei que isso poderia trazer algo menos pesado… e o único resultado que obtive foi a certeza que já tinha, não dá para estar longe de ti...
Mesmo em silêncio, mesmo que estejas cá sem estar (percebeste), mesmo que não me fales, mesmo que não estejamos juntos, mesmo que as coisas sejam como são, mesmo sem ter a tua presença naqueles momentos simples como um cigarro, mesmo sem te poder olhar nos olhos, mesmo sem te ver sorrir, mesmo sem conversarmos, mesmo com tudo isso, ter-te aqui perto, ver-te por aqui, sentir a tua presença perto, sentir que estás aqui, faz toda a diferença, toda...
Eu não consigo desviar a atenção ou o pensamento, porque desde cedo, foste tu que me prendeste a atenção… não é obsessão nem nada nesses termos… mas em ti encontrei e senti sempre coisas tão bonitas, de tanto valor, de tanta simplicidade bela… nunca senti, com ninguém, em outro lugar, coisas como quando te vejo por perto… eu disse que não conseguia explicar, o que eu sei é que fazes a diferença, quer seja por ouvir o tom da tua voz, queria seja por te ver passar à minha frente, quer seja quando me presenteias inesperadamente com coisas que me fazem palpitar de alegria, quer quando te ouço suspirar (adoro quando fazes isso), quer seja quando o meu olhar te alcança mesmo quando se tenta desviar, quer seja quando apanho o teu sorriso… cada pormenorzinho, cada partícula minúscula, tudo, faz toda a diferença em mim, para mim...
Percebi que afinal tinha mesmo razão… não me adianta andar a enganar-me a mim mesma, a achar que tudo está bem quando não estou aqui, não adianta fingir que estou igual a sempre, não adianta tentar não pensar, tentar não sentir… porque a verdade é que quando não estás por perto, tudo muda...
Senti-me tão vazia, tão perdida, tão sem sentido nestes dias… foi uma coisa que custou tanto, sentir-me assim dentro, sem nada que fizesse valer o dia, nada que fizesse valer acordar, nada que tivesse sentido ou sabor, nada que me fizesse olhar e pensar “isto sim, vale a pena”...
E agora, tudo mudou, tudo voltou ao normal… e não preciso de grande coisa… ouvir o barulhinho do agrafador, das folhas que organizas tão profissionalmente, ouvir o pousar das tuas canetas pesadas, as rodas da cadeira… coisas tão pequeninas, mas que me alegram tanto cá dentro… e não é pelos barulhos, como bem sabes, é por seres tu, é por saber que és tu, é por saber que independentemente de tudo, estás a uns passos de mim...
Agora sim, vale a pena acordar, vale a pena vir para o meio das avestruzes, vale a pena correr e saltar se for preciso, vale a pena andar a correr de manha, vale a pena ouvir umas quantas parvoíces alheias, vale a pena apanhar secas, vale a pena ouvir os outros calada para não explodir, até vale a pena stressar com os montes de coisas que me deixam na secretária… e porquê? Simples, muito simples… porque sei que aconteça o que acontecer, enquanto estiveres a estes passos de distância, mesmo que não me procures e eu não te procure a ti directamente, sei que estás, e isso faz toda a diferença, faz tudo valer a pena… e eu procuro-te tantas vezes sem que te dês conta, já me acalmei tantas vezes graças a ti sem que te apercebesses, já respirei fundo e ergui a cabeça graças à tua presença… em todo e qualquer momento, tens feito a diferença, na minha vida dentro e fora daqui, e isso, não faço qualquer questão de esconder...
Aqui, basta olhar para ti quando posso, basta ouvir o som que fazes na tua sala, basta ver-te passar (paisagem maravilhosa), basta ouvir-te discutir com aqueles engenheiros de obras feitas, basta coisinhas assim… e fora, nas conversas da treta desligo o fusível e penso nas nossas conversas mais atabalhoadas como a do Nuno Gomes ou do Rui Jorge, nas companhias da borga penso nas vezes que íamos tomar café após o almoço, em todo e qualquer momento, tenho algo contigo para reviver, a às vezes parece mesmo que viajo no tempo, parece mesmo que estou a viver tudo outra vez...
Neste tempo em que estive “fora”, recordei tanta coisa, tantos pormenores pequeninos mas bons, óptimos… houve apenas um que me doeu, que me custou, porque mesmo achando estúpido, comparei, e a comparar, senti-me totalmente no oposto… como se fosse do paraíso ao inferno, como se tivesse vivido essas duas épocas assim, tão distantes uma da outra… como é óbvio, falo desse outro tempo em que estive fora daqui, acompanhada...
Mas uma coisa também é certa, tive muito tempo para pensar, demais até… pus as ideias no lugar, pensei em tudo, passo a passo, o que aconteceu, o bom e o mau, o que vivi, o que senti, o que esperei, o que tive, tudo, ao pormenor… e após recordar cada detalhe, cada sorriso e cada lágrima, cada pequeno e grande pormenor, definitivamente só me surgiram as seguintes palavras na cabeça “eu tinha razão, sempre tive, só com ele por perto sou capaz de me sentir bem, só com ele perto me sinto completa, só quando o vejo é que as coisas fazem sentido, só o facto de o ver, tudo faz sentido e vale a pena”… e por isso, alterando algo que já tinha dito, todo e qualquer dia vale a pena pelo simples facto de te poder ver, de ter o privilegio de te ver de perto… porque mesmo que me tirem tudo, mesmo que já não tenha tudo que um dia tive (falo em coisas como a partilha de uma pausa e assim), mesmo sem nada disso, o facto de ter a sorte de te continuar a ver, faz toda a diferença no meu peito...
Aqui podia falar de toda a barbaridade atroz que fiz, e principalmente, que disse… mas também espero que lá no fundo saibas o porquê… para além do que te disse, inveja, revolta por mim mesma e tudo mais, sabes, melhor que ninguém, que nunca quis nada para mim, nunca desejei nada para mim, nunca pensei muito no que queria para mim… em toda a minha vida, para além do meu sonho de crianças, desejei apenas e só uma coisa… sabes que sim, quis com a própria vida uma única coisa, e saber que jamais me pertenceria, como deves imaginar, tirou-me muitas vezes de mim mesma… sempre achei demasiado cruel, desejar unicamente uma coisa, e há primeira vez que de facto quero algo, pela primeira vez que sinto que preciso de algo, que desejo mais que tudo, é-me negado pelas leis da vida… é algo demasiado forte para conseguir lidar, pelo menos para mim… nunca quis nada, e quando finalmente encontro algo que me leva a dar a vida se fosse preciso, vejo que não posso… é de me por louca, como aconteceu várias vezes… não é justificação para nada, mas é de coração…
Bem… e esse teu falar sozinho, o teu bater de mãos nos armários,
os teus passos fortes pelo corredor, o teu mandar vir sozinho porque não
imprimiste exactamente o pretendido, é tão bom poder ver tudo isso… tu não vês
porque estou de costas, porque se não, ias ver-me tantas vezes a sorrir
sozinha, feito tola… ainda hoje os sorrisos mais sinceros, aqueles que brotam
de dentro para fora, são culpa tua...
Não é que deseje que stresses, como é claro, mas até nisso é engraçado de se ver… as tuas expressões de chateado, de isto “ai, isto não devia ser assim”, o teu ir buscar de capas a fazer aquele barulhinho engraçado com a boca, aquele “dasssss” quando o telemóvel toca… o teu suspiro, como eu adoro ouvir o teu suspiro, é que não é igual nem parecido a nenhum outro, é o teu suspiro… podia continuar até gastar a ponta dos dedos… há tanta coisa, mas tanta coisa que embora não demonstre, não me passam ao lado, e pelo contrario, simplesmente adoro poder ver...
Eu nunca poderei esquecer o que aconteceu, o que me fizeste sentir, ver, descobrir e outras mil milhões de coisas… tu mudaste muito dentro de mim, e se me aproximo cada vez mais de mim mesma, devo-o também e principalmente a ti… não sou ingrata, sei que se não fosses tu, a esta hora, seria talvez um monstro, se ainda existisse… tu fizeste muito, mas mesmo muito cá dentro… não vou repetir tudo que me apetece repetir, e tu sabes porquê, mas também não és totó e sabes melhor que ninguém que foste tu que fizeste toda a diferença cá dentro, e que jamais poderei esquecer o que me ajudaste a construir… porque foste o primeiro e único que me fez acreditar, que me fez pensar, que me fez sentir, que me fez ver para além do que vista alcança… há coisas que simplesmente levo comigo para a cova, não tenhas dúvidas disso… sei que vou estar ligada a ti para sempre, quer queiras, quer não queiras, quer eu própria queira, quer não… o que tu és para mim, mais ninguém o foi, e mais ninguém o há-de ser… acredito e sei disso… aliás, basta veres o quanto foste desde sempre diferente para mim, em tudo...
Eu não exagerei, de todo… “mesmo que tudo mude, o que és dentro vais continuar a ser, não há substitutos, o teu lugar, é o teu lugar”… será que isto já diz tudo? Creio que sim, quero acreditar que sim… nada nem ninguém se compara ao que me fazes sentir mesmo sem fazeres nada, só por ai, acho que fica tudo dito...
Funny… sempre que o tema é este, eu escrevo, escrevo, escrevo, e apetece-me sempre escrever mais… e mais…
Não é que deseje que stresses, como é claro, mas até nisso é engraçado de se ver… as tuas expressões de chateado, de isto “ai, isto não devia ser assim”, o teu ir buscar de capas a fazer aquele barulhinho engraçado com a boca, aquele “dasssss” quando o telemóvel toca… o teu suspiro, como eu adoro ouvir o teu suspiro, é que não é igual nem parecido a nenhum outro, é o teu suspiro… podia continuar até gastar a ponta dos dedos… há tanta coisa, mas tanta coisa que embora não demonstre, não me passam ao lado, e pelo contrario, simplesmente adoro poder ver...
Eu nunca poderei esquecer o que aconteceu, o que me fizeste sentir, ver, descobrir e outras mil milhões de coisas… tu mudaste muito dentro de mim, e se me aproximo cada vez mais de mim mesma, devo-o também e principalmente a ti… não sou ingrata, sei que se não fosses tu, a esta hora, seria talvez um monstro, se ainda existisse… tu fizeste muito, mas mesmo muito cá dentro… não vou repetir tudo que me apetece repetir, e tu sabes porquê, mas também não és totó e sabes melhor que ninguém que foste tu que fizeste toda a diferença cá dentro, e que jamais poderei esquecer o que me ajudaste a construir… porque foste o primeiro e único que me fez acreditar, que me fez pensar, que me fez sentir, que me fez ver para além do que vista alcança… há coisas que simplesmente levo comigo para a cova, não tenhas dúvidas disso… sei que vou estar ligada a ti para sempre, quer queiras, quer não queiras, quer eu própria queira, quer não… o que tu és para mim, mais ninguém o foi, e mais ninguém o há-de ser… acredito e sei disso… aliás, basta veres o quanto foste desde sempre diferente para mim, em tudo...
Eu não exagerei, de todo… “mesmo que tudo mude, o que és dentro vais continuar a ser, não há substitutos, o teu lugar, é o teu lugar”… será que isto já diz tudo? Creio que sim, quero acreditar que sim… nada nem ninguém se compara ao que me fazes sentir mesmo sem fazeres nada, só por ai, acho que fica tudo dito...
Funny… sempre que o tema é este, eu escrevo, escrevo, escrevo, e apetece-me sempre escrever mais… e mais…
Nenhum comentário:
Postar um comentário