segunda-feira, 5 de novembro de 2012

SILÊNCIO... que a tresloucada vai falar... escrever


Silêncio, na voz que se cala mas que grita sem que ninguém a ouça, num sopro que ninguém sente e num ensurdecedor ruído silencioso.
Quieta neste canto recatado, pequeno, fechado, negro, mas em andamento a alta velocidade no interior das minhas próprias entranhas podres em conteúdo.
Rasgada numa plenitude que a vista alheia vê no simples olhar cego, porém, curioso, numa curiosidade de aparência e futilidade onde não entra mais do que peitos grandes e rabos arrebitados.
Louca por acreditar que os cegos possam um dia ver e que os surdos possam um dia escutar. Ver mais para além da própria existência e ouvir as palavras que o silêncio transporta em si mesmo.
Um dia, quem sabe, alguém dirá “ohhh, afinal aquela louca atrofiada tinha razão”, e eu, num assobio de ensurdecer direi em mente “mete a razão no *********”…


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