Aquele olhar, aquele único e simples olhar, que me fez balancear
novamente, quase cair numa queda a pique em mim mesma, que me fez gelar, que me
fez tremer, que me fez sentir perder forças… porquê? Porquê esse olhar agora?
Olhar que faz parar o tempo, que faz sentir borboletas no peito, na
barriga. Há tanto tempo que não via esse olhar, que não o sentia em mim, que não
me sentia totalmente penetrada pelo olhar que tanto me fascina desde o
primeiro.
Há tanto, tanto tempo que não o via, só não entendo porque veio agora,
porque esse olhar se fez notar agora?
É o tal olhar que me faz tremer nas decisões, nas opiniões, nas vontades,
nas crenças. Olhar que me faz esquecer as certezas, ver o certo como menos
certo, perder a consciência do que prometi ao meu peito.
Porquê? Porquê esse olhar logo agora?
Um olhar que não aparece há séculos, que raramente vi, que depois de
tanto e tanto tempo, inesperadamente apareceu. E pela surpresa de o ver ainda
mais paralisada fiquei, porque não contava, não esperava, não podia imaginar
voltar a ver e sentir esse olhar que me faz sentir a espinha percorrida por uma
sensação que só aparece única e simplesmente com esse olhar…
E para que ando eu a fazer o esforço de nem se quer olhar? Hein? Só há uma pergunta que não quer calar: será reciproco? Será que tem o mesmo impacto?
E para que ando eu a fazer o esforço de nem se quer olhar? Hein? Só há uma pergunta que não quer calar: será reciproco? Será que tem o mesmo impacto?
Esse olhar… que talvez quem o lança nem se dá conta… ou talvez dá, não importa,
o que importa é que só eu sei o efeito que esse olhar, esse especifico, tem em
mim.. só eu
Nenhum comentário:
Postar um comentário