quinta-feira, 20 de junho de 2013

Olhar



Aquele olhar, aquele único e simples olhar, que me fez balancear novamente, quase cair numa queda a pique em mim mesma, que me fez gelar, que me fez tremer, que me fez sentir perder forças… porquê? Porquê esse olhar agora?
Olhar que faz parar o tempo, que faz sentir borboletas no peito, na barriga. Há tanto tempo que não via esse olhar, que não o sentia em mim, que não me sentia totalmente penetrada pelo olhar que tanto me fascina desde o primeiro.
Há tanto, tanto tempo que não o via, só não entendo porque veio agora, porque esse olhar se fez notar agora?
É o tal olhar que me faz tremer nas decisões, nas opiniões, nas vontades, nas crenças. Olhar que me faz esquecer as certezas, ver o certo como menos certo, perder a consciência do que prometi ao meu peito.
Porquê? Porquê esse olhar logo agora?
Um olhar que não aparece há séculos, que raramente vi, que depois de tanto e tanto tempo, inesperadamente apareceu. E pela surpresa de o ver ainda mais paralisada fiquei, porque não contava, não esperava, não podia imaginar voltar a ver e sentir esse olhar que me faz sentir a espinha percorrida por uma sensação que só aparece única e simplesmente com esse olhar…
E para que ando eu a fazer o esforço de nem se quer olhar? Hein? Só há uma pergunta que não quer calar: será reciproco? Será que tem o mesmo impacto?


Esse olhar… que talvez quem o lança nem se dá conta… ou talvez dá, não importa, o que importa é que só eu sei o efeito que esse olhar, esse especifico, tem em mim.. só eu

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